Brasil

Um regime de violência e terror contra o povo pobre

Aparato repressivo da burguesia realiza maior chacina da história, como parte da guerra contra o povo

A cidade do Rio de Janeiro vive há anos um regime de terror contra os milhões de trabalhadores pobres das favelas e bairros operários, vítimas da brutalidade policial.

Essa situação só se agrava com a degradação do Estado capitalista, com a crise econômica e política que faz das cidades um dos paraísos da violência da PM e de todo o aparato repressivo contra a população pobre e de maioria negra.

No dia 28 de outubro, o Rio de Janeiro viveu a pior chacina de toda a sua história, com a chamada Operação Contenção, deflagrada pelas polícias civil e militar, nos complexos do Alemão e da Penha. Iniciada sob o pretexto de combater o Comando Vermelho (CV), o ataque rapidamente escalou para um confronto de proporções inéditas, deixando um rastro de destruição e morte que superou o infame Massacre de Carandiru de 1992. 

Dados divulgados pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro dão conta de que mais de 130 pessoas foram assassinadas durante o ataque. Já a Polícia Civil afirma que nenhum dos mortos identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) consta na denúncia do Ministério Público do estado (MP-RJ) que baseou a Operação Contenção. Trinta deles sequer possuíam passagem pela polícia.

A cólera agressiva policial 

As únicas políticas públicas para segurança implementadas pelo Estado brasileiro, são repressão e assassinatos em massa nas periferias brasileiras. Em 2024, o Brasil registrou 6.134 mortes em decorrência de operações policiais, com uma média diária de 17 casos. As informações são da edição do mapa da segurança pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Os números são expressivos. Os estados da Bahia (1.557), São Paulo (813) e Rio de Janeiro (699) se destacam como as regiões com mais óbitos. 

Outros nove estados registraram mais de 100 casos em 2024: Pará (597), Goiás (381), Paraná (304), Mato Grosso (199), Minas Gerais (199), Ceará (189), Sergipe (145), Amapá (137) e Rio Grande do Sul (136).

Em 2025, o estado de São Paulo registrou aumento de 60,9% nas ocorrências de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP) em um ano, aponta a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Na Cidade do Rio de Janeiro, são 453 pessoas mortas em operações policiais até o mês de setembro de 2025, segundo dados da Agência Brasil.

Relatos de moradores 

No entanto, apuração exclusiva feita pelo Diário Causa Operária (DCO) junto aos moradores do Complexo do Alemão mostrou que a história das autoridades fluminenses é uma farsa. Uma mentira contada para justificar a matança perpetrada contra os moradores da região.

Eles vieram para matar, eles não vieram para prender não. Os que foram presos é porque Deus não permitiu que eles matassem porque senão eles iam matar também”, relatou uma moradora. 

A moradora, como em diversos outros depoimentos, ainda explicou que os policiais também entram e destroem suas casas. “Eles quebram tudo, comem as coisas da geladeira, quebram a televisão […] Eles esculacham, dão tapa na cara, comem o Danone das crianças”.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.