Oriente Médio

Sionismo quer fazer na Síria o que fez na Palestina

Netaniahu exigiu uma desmilitarização completa do sul da Síria e continua a lançar incursões mais profundas no país

Com a queda de Bashar Al-Assad, na Síria, em 8 de dezembro de 2024, o país se estilhaçou e vive em uma intensa guerra civil entre vários grupos, representando interesses diversos – entre eles, as tropas sionistas e tropas comandadas diretamente pelo imperialismo.

Uma matéria publicada pelo portal The Cradle mostra imagens analisadas pelo New York Times confirmando que “Israel” está se preparando para uma presença militar permanente no sul da Síria e no sul do Líbano.

“Israel construiu uma rede crescente de postos avançados e fortificações na Síria e no Líbano, aprofundando as preocupações sobre uma ocupação prolongada em partes dos dois países… Há sinais de que Israel parece preparado para permanecer indefinidamente”, diz o jornal norte-americano.

Além disso, no sul da Síria, “Israel” estabeleceu vários locais militares equipados com moradias pré-fabricadas, estradas e infraestrutura de comunicação. Uma imagem de janeiro mostra tropas israelenses trabalhando na construção de um muro perimetral na cidade de Jubata al-Khashab.

De acordo com The Cradle, no mês passado, a Rádio do Exército Israelense informou que as forças de Telavive estabeleceram nove bases que se estendem do Monte Hermon e através de Quneitra até a província de Deraa, todas elas “parecendo permanentes”.

O governo israelense exigiu uma desmilitarização completa do sul da Síria e continua a lançar incursões mais profundas no país. A força aérea israelense bombardeou a infraestrutura militar pertencente ao antigo governo com centenas de ataques aéreos desde dezembro de 2024. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que a presença das forças de Telavive na Síria será “indefinida”.

Katz também anunciou que os israelenses começariam a emitir autorizações de trabalho para sírios para empregos nas Colinas de Golã ocupadas — território ilegalmente tomado em 1967 e anexado em desafio à lei internacional. Na Síria, os israelenses se moveram agressivamente para fortalecer seu domínio, estabelecendo pelo menos nove postos avançados no sul.

Enquanto isso, o exército israelense permanece posicionado em cinco locais ao longo da fronteira dentro do sul do Líbano, onde se estabeleceu após o acordo de cessar-fogo em novembro de 2024. Isso além das terras libanesas que “Israel” já ocupa ilegalmente há décadas. Imagens de satélite analisadas pelo New York Times mostraram forças israelenses construindo estruturas militares no sul do Líbano.

Fontes locais disseram à emissora libanesa Al Mayadeen que o exército israelense trouxe escavadeiras e equipamentos de engenharia para perto de Wadi Koayiah, na zona rural de Daraa, em meio a relatos sobre planos de cavar trincheiras e erguer uma cerca de segurança nas profundezas do vale para impedir que fazendeiros acessem suas terras.

Na ultima sexta-feira (28), uma declaração publicada no sítio da embaixada norte-americana na Síria alerta seus cidadãos sobre uma “possibilidade crescente” de ataques nos dias seguintes. A declaração aponta que “os métodos de ataque podem incluir… agressores individuais, homens armados ou o uso de dispositivos explosivos”.

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