O líder do movimento Ansar Alá, Abdul-Malik al-Houthi, declarou nesta quarta-feira (26), durante o Dia Internacional de Al-Quds, que não enfrentar “Israel” é “participar do crime” contra os palestinos. Em discurso, ele reafirmou o compromisso do Iêmen em apoiar Gaza frente à agressão dos EUA e Israel, saudando os combatentes da Palestina, Líbano, Iêmen, Iraque e Irã, e homenageando mártires como Hassan Nasseralá, do Hesbolá, e Ismail Hanié, do Hamas.
Al-Houthi criticou a política israelense, apoiada pelos EUA, de deslocamento forçado, genocídio e destruição em Gaza e na Cisjordânia. “Os sionistas querem apagar a causa palestina com violência e fome, mas isso só será possível se os países árabes forem coniventes”, alertou. Ele pediu uma postura firme contra a normalização com Israel e destacou que a apatia árabe ameaça a segurança regional, destacando que as ambições sionistas vão além da Palestina e se estendem a todos os povos árabes.
O líder iemenita exaltou Nasseralá e Hanié como exemplos de resistência que “despertaram a nação islâmica” com sua luta sincera. Também lembrou o ex-presidente iraniano Ibrahim Raisi, morto em 2024, por seu apoio prático à causa palestina. “Os muçulmanos têm força para deter ‘Israel’ se agirem com determinação e fé em Deus”, afirmou, conclamando união contra a “tirania israelense e americana”.
A posição do Iêmen se reflete em ações concretas. Desde outubro de 2023, os houthis lançaram mísseis e drones contra Israel e bloquearam navios ligados ao país no Mar Vermelho, afetando 10% do comércio marítimo global, segundo a Bloomberg. Al-Houthi prometeu manter o apoio a Gaza, confiando na “promessa divina” de vitória sobre Israel, e criticou os EUA por violarem acordos de cessar-fogo que deveriam garantir paz na região.
