Faleceu na segunda-feira (25) aos 88 anos de idade, a cantora de R&B, Roberta Flack, que fez grande sucesso nos anos 70 com a balada romântica “Killing Me Softly With His Song”.
Flack sofria já há alguns anos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que já a havia impossibilitado de cantar.
A cantora, natural da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, se consolidou como uma das grandes vozes de sua geração e durante a sua carreira tanto interpretou, como no caso da própria “Killing Me Softly With His Song” como também compôs suas próprias músicas.
Durante a infância recebeu treinamento de música clássica, mais precisamente começou a tocar piano aos 9 anos de idade e encontrou dificuldades em se consolidar nesse segmento pelo preconceito racial nos Estados Unidos.
“Um dos problemas de ser uma musicista negra é que as pessoas estão sempre te colocando em um canto e dizendo para você cantar soul”, disse certa vez durante entrevista.
Descoberta pelo músico de jazz Les McCann, lançou seu primeiro disco, pela Atlantic Records, em 1969.
Em 1973, com o álbum “Killing Me Softly”, chega o seu grande sucesso que passaria cinco semanas no topo da parada da revista norte-americana Billboard.
Suas músicas mais conhecidas foram baladas românticas, entretanto, a cantora sempre procurou trazer no seu repertório letras que pudessem também denunciar questões sociais como o racismo e a desigualdade econômica e social, como as faixas “Tryin’ Times” e “Ballad of the Sad Young Men”.
“Estou profundamente triste que muitas das músicas que gravei há 50 anos sobre direitos civis, igualdade de direitos, pobreza, fome e sofrimento em nossa sociedade ainda sejam relevantes em 2020”, disse a cantora durante uma entrevista em 2020, por ocasião do assassinato do cidadão negro norte americano George Floyd, que foi estrangulado por um policial.