Um levantamento do ge que compila afastamentos por lesões no futebol brasileiro aponta que o São Paulo é o clube com mais registros na elite nacional nos últimos 10 anos. Entre 2016 e 2025, o time somou 483 casos, média de 48,3 por temporada. Grêmio (457) e Corinthians (431) aparecem na sequência, com Botafogo e Internacional completando o grupo dos cinco primeiros.
O levantamento destaca que o histórico do São Paulo é marcado por departamentos médicos cheios e desfalques por contusão, com mudanças frequentes na área de saúde e desempenho. Para 2026, o clube prevê nova reformulação, após demissões de profissionais da preparação física e fisiologia, em mais um capítulo de tentativas de reduzir o problema.
No Grêmio, 125 dos 457 registros (27%) se concentraram em apenas duas temporadas: 61 em 2017 e 64 em 2018, quando o clube liderou o ranking de contusões na Série A. Já no Corinthians, o ponto fora da curva foi 2022, com 64 baixas ao departamento médico. O levantamento cita, naquele ano, recorrência de passagens de atletas como Fagner e Willian, e o caso de Paulinho, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, perdeu 49 partidas e teve longa recuperação.
O Botafogo aparece logo atrás do Corinthians no total do período e, segundo os dados reunidos, 2025 foi um ano particularmente problemático, com aumento de 53% nas contusões em relação a 2024 (de 36 para 55), o que teria afetado o rendimento esportivo e gerado mudanças internas na comissão técnica e na preparação. O Internacional ultrapassou a marca de 400 contusões nas temporadas analisadas, somando 414 registros ao longo de nove edições (2017 ficou fora por disputa da Série B), com anos em que atingiu ou superou 50 lesões.
Na outra ponta, o Vasco aparece com menor número total de casos (242 em nove temporadas), mas lidera o tempo médio de permanência no departamento médico, o que indica tratamentos mais longos e lesões mais graves.





