Autoridades italianas anunciaram a prisão de nove pessoas, sete detidas em solo italiano e dois com mandados internacionais, sob a acusação de suposto financiamento ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), por meio de associações que arrecadaram doações humanitárias para a Palestina, principalmente para a Faixa de Gaza.
Segundo promotores em Gênova, as investigações teriam descoberto uma rede em que aproximadamente sete milhões de euros arrecadados ao longo de mais de dois anos foram desviados de ações humanitárias para entidades ligadas ao Hamas. A operação envolveu a polícia anti-terrorismo e agentes financeiros, com cooperação entre autoridades italianas e parceiros europeus para rastrear transações suspeitas e identificar redes de arrecadação aparentemente complexas, centradas em associações baseadas em Gênova e com atividade também em Milão. Mais de oito milhões de euros em bens e recursos foram apreendidos pelas forças da lei.
Entre os acusados está Mohammad Hannoun, presidente da Associação Palestina na Itália, apontado pela promotoria como uma das principais figuras envolvidas no suposto desvio de doações. Ele já havia sido alvo de medidas administrativas em Milão ligadas a alegações de incitação.
O ministro do Interior italiano classificou a ação como um esforço para expor “atividades que, sob o pretexto de iniciativas a favor dos palestinos, ocultavam apoio a organizações terroristas”.
No entanto, a ação das autoridades serve como um ataque mais amplo ao movimento de solidariedade com o povo palestino e uma armação que visa coibir as iniciativas de apoio civil. Organizações políticas palestinas muitas vezes prestam assistência direta à população civil, como o Hamas, que promove serviços essenciais que incluem:
- Creches e suporte às famílias;
- Centros de distribuição de alimentos;
- Escolas e infraestrutura comunitária;
- Apoio social em áreas devastadas pela guerra.
Essas redes de apoio são parte da resistência e sobrevivência, especialmente em face de bloqueios, restrições de movimento e falta de acesso a serviços básicos em Gaza.



