Estados Unidos

Imperialismo aumenta repressão contra estudantes pró-Palestina

Governo Trump cancela visto de estudantes que participaram de atos contra o genocídio sionista

Na última semana, o governo norte-americano anunciou o cancelamento de vistos para mais de 300 estudantes estrangeiros que participaram de protestos contra o genocídio em Gaza em universidades dos Estados Unidos. A medida, disfarçada do um ridículo pretexto de “segurança nacional”, revela uma vez mais a face autoritária do imperialismo em sua atual fase de contraofensiva global.

O ataque direto ao direito de manifestação em universidades norte-americanas representa um avanço na perseguição já existente aos que ousam denunciar os crimes do imperialismo. Os estudantes visados, majoritariamente originários ou com parentesco de países árabes, africanos e latino-americanos, haviam se destacado nos grandes protestos que sacudiram campi como Columbia, Harvard e UCLA ao longo de 2024 – reprimidos duramente pela gestão Biden.

Este endurecimento repressivo ocorre em paralelo a outras medidas da ofensiva imperialista: a intensificação dos ataques contra o Iêmen, o apoio irrestrito à continuação do genocídio em Gaza, a imposição de novas sanções econômicas contra países como Síria e Irã, e a crescente militarização na Ásia como parte da estratégia de contenção contra a China e a Coreia do Norte.

O caso dos estudantes perseguidos expõe com clareza a natureza da chamada “democracia” norte-americana – um sistema que só tolera a liberdade de expressão quando esta serve aos interesses do grande capital e da máquina de guerra imperialista.

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