Estradas geralmente são um sinônimo de ligação entre comunidades, entretanto, essa não é a realidade das estradas sob domínio sionista. Geralmente, são proibidas para goy (gentios não judeus) e, às vezes, até mesmo para judeus não sionistas.
Essas vias, chamadas de “passagens seguras”, terminam sitiando fazendas, tornando-as inacessíveis aos legítimos donos. As aldeias enfrentam essa dificuldade na Cisjordânia ocupada.
Esses pavimentos também são utilizados para movimentar tropas, suprimentos e melhorar a logística dos sionistas, permitindo assaltos das forças de ocupação e de colonos às aldeias palestinas, facilitando a ocupação.
O novo projeto, aprovado pelo governo sionista, propõe a construção de novas estradas de oeste a leste, separando o norte e o sul da Cisjordânia. Entre as novas rotas para sionistas, estaria uma especial conectando Ma’ale Adumim e a travessia de Zeituna.
Segundo o anunciado pelo governo Netanyahu, uma estrada alternativa será construída entre as cidades palestinas de al-Eizariya e al-Za’im. O escopo do projeto prevê um custo estimado de aproximadamente 300 milhões de shekels, um montante aproximado de R$ 467 milhões.
O gabinete político e de segurança do governo sionista acatou uma recomendação do Ministro da Defesa, Yisrael Katz, para criar um novo plano de ocupação. Neste plano, o assentamento de Ma’ale Adumim, na Cisjordânia, seria anexado à cidade de Jerusalém.
Sem cerimônia, um território da Cisjordânia seria tomado por “Israel”, e novos assentamentos seriam formados na região. O Gabinete de Segurança Israelense já havia aprovado a conversão de 13 postos avançados de assentamentos em novos assentamentos na Cisjordânia.
Assim, o Estado de “Israel” reconhece esses postos avançados como unidades independentes, demandando o mesmo suporte alocado aos demais assentamentos vizinhos. Também foi deliberada a construção de dezenas de milhares de unidades habitacionais nesses assentamentos.
Essa política culmina na intensificação do confisco de terras palestinas sob o pretexto de atender a uma necessidade pública. Os sionistas cinicamente justificam sua ocupação como um “benefício público”.
Até a Autoridade Palestina manifestou-se sobre o caso, condenando a aprovação do governo israelense da proposta que reconhece e transforma os 13 bairros de assentamentos na Cisjordânia em assentamentos independentes.
Com a derrota do cessar-fogo, entre tantas outras impostas pelo Hamas e pela resistência armada, instalou-se uma crise no governo Netanyahu. Setores mais extremistas do sionismo não aceitam as negociações ou o recuo na ocupação, forçando a quebra do cessar-fogo.
Essas tensões internas transparecem na política do governo Netanyahu. A intensificação da expansão sionista tenta superar essas divergências internas. A expansão da ocupação com assentamentos israelenses nos territórios palestinos aumenta as tensões regionais.
Além disso, desmoraliza por completo a solução de dois estados, imposta pelo imperialismo. O desenvolvimento do conflito demonstra que não há outra saída senão a união e resistência armada dos povos oprimidos contra a ocupação e a opressão imperialista.
Veja trecho da nota do Hamas:
“Apelamos às massas de nossas nações árabes e islâmicas, aos povos livres do mundo e a todos os que defendem a justiça e a liberdade para ver a próxima sexta-feira, sábado e domingo como uma oportunidade para aumentar a pressão sobre a ocupação para parar seus ataques e acabar com o cerco e a matança de civis desarmados, incluindo crianças e mulheres. Isso também é para expor o apoio dos EUA à guerra genocida da ocupação contra nosso povo”, escreveu, em nota, o Hamas.