Nesta quarta-feira (22), o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, denunciou que a oposição, financiada pelo imperialismo, está preparando um “Maidan” contra seu governo, isto é, uma revolução colorida semelhante ao Euromaidan, perpetrada pelos EUA em 2014 na Ucrânia.
Roberto Fico declarou que as informações sobre o possível golpe imperialista, em preparação, foram obtidas pelo Serviço de Informação da Eslováquia (SIS), agência de inteligência do país: “Não posso revelar o conteúdo do relatório, mas posso dizer com toda a seriedade que a oposição está preparando um ‘Maidan’. Ela está se preparando para impedir o governo de exercer seus poderes e fará isso em cooperação com atores estrangeiros”, declarou Fico, acrescentando que a oposição pró-imperialista pressionará por eleições antecipadas.
O primeiro-ministro ainda denunciou que a tentativa golpista será realizada “com base em algum tipo de evento, por exemplo, se as forças de segurança tomarem medidas contra atividades de protesto que violem a lei“. Fico destacou que pode “confirmar que na Eslováquia existe um grupo de especialistas que participou dos eventos na Geórgia e que participou ativamente do Maidan na Ucrânia, esse grupo é financiado por diferentes fontes“. Segundo o chefe de governo “o modelo que está sendo preparado é muito simples e foi testado em muitos países”.
A denúncia foi feita durante sessão no parlamento eslovaco, realizada para votar moção de desconfiança movida pela oposição pró-imperialista. Em razão da denúncia, substanciada em relatório confidencial do SIS, os golpistas retiraram a moção de confiança, ressalvando que iriam convocar outra votação em breve. A respeito disto, Fico afirmou que se a oposição “acredita que apresentará outra moção para derrubar o governo amanhã e espera que eu peça ao governo e à coalizão governante para acomodar seus caprichos, então você está completamente enganado”.
Robert Fico é conhecido por sua oposição à guerra de agressão contra a Rússia, em que o imperialismo utiliza a Ucrânia como bucha de canhão. Sua posição pela resolução pacífica do conflito, e pelo restabelecimento de relações comerciais da Europa com a Rússia, principalmente no setor energético, vem se intensificando à medida que os russos progridem em direção à vitória, e a guerra se torna cada vez mais insustentável pelo imperialismo.
Sua oposição à guerra de agressão contra a Rússia já vem de, pelo menos, as eleições parlamentares de 2023, quando ele se comprometeu a encerrar o apoio militar à Ucrânia. Menos de um ano depois, em maio de 2024, ele foi vítima de tentativa de assassinato, ao que tudo indica, realizada a mando do imperialismo.