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História da Palestina

Em 1799, Napoleão Bonaparte invadiu a Palestina

Napoleão chegou a Gaza em fevereiro de 1799, após sua vitória no Egito. Ao tomar a cidade, encontrou pouca resistência das forças otomanas locais

No final do século XVIII, o general francês Napoleão Bonaparte empreendeu uma campanha para conquistar porções do Oriente Médio, deixou um rastro de destruição na Palestina, particularmente em Gaza e Jafa. A ofensiva napoleônica marca uma das primeiras incursões europeias modernas na região. Em 1799, o líder francês, com sua vasta frota, desembarcou no Egito com a intenção de bloquear as rotas britânicas para a Índia e expandir seu império, mas suas ações na Palestina não podem ser dissociadas de massacres e repressões brutais.

Napoleão chegou a Gaza em fevereiro de 1799, após sua vitória no Egito. Ao tomar a cidade, encontrou pouca resistência das forças otomanas locais, mas sua presença teve consequências profundas. Ele também utilizou sua presença de maneira estratégica, trazendo consigo cientistas e engenheiros que, por um lado, produziram valiosas pesquisas, como a “Description de l’Egypte”, uma vasta enciclopédia sobre o Egito, mas, por outro, ajudaram a justificar o domínio francês sobre a região.

A maior brutalidade de Napoleão na região aconteceu em Jafa, onde em março de 1799, após capturar a cidade, ele ordenou o massacre de cerca de 3.000 prisioneiros de guerra, principalmente albaneses, em uma praia próxima. Esse ato de crueldade foi parte de uma série de represálias violentas, incluindo a destruição da mesquita e universidade de Al-Azhar, uma das instituições mais importantes do mundo muçulmano.

O massacre em Jafa e o saque à cidade fizeram a resistência contra os franceses se intensificar, o que afetou a moral das tropas de Napoleão. O cerco de Acre, mais ao norte, foi outro episódio crucial na campanha. Napoleão, decidido a conquistar a cidade estratégica, acreditava que a resistência seria rápida e fácil, mas a cidade resistiu heroicamente durante mais de dois meses.

Sob o comando de Jezzar Pasha e com o apoio naval britânico, a cidade foi defendida. Durante o cerco, as forças francesas, por outro lado, enfrentaram grandes dificuldades, incluindo a escassez de alimentos e surtos de peste, o que resultou na morte de cerca de 2.000 soldados. A derrota francesa em Acre forçou Napoleão a se retirar para o Egito, um golpe significativo para sua ambição de controlar o Levante.

Esses eventos, de uma campanha brutal, moldaram a percepção do legado de Napoleão na Palestina. Hoje, em Gaza, os vestígios de sua ocupação, como o Qasr al-Basha (o Palácio do Paxa, onde Napoleão teria se hospedado), são lembrados de forma negativa.

Apesar da brutalidade, intelectuais como o escritor egípcio Mohamed Salmaui, defendem que a campanha de Napoleão também trouxe avanços intelectuais para a região, como as descobertas científicas e o impulso ao estudo da arqueologia e egiptologia. Para os palestinos, porém, o curto período da dominação francesa foi uma das primeiras experiências de colonização europeia, o que seria definitivamente conseguido no século XX, já na etapa histórica do imperialismo.

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