As autoridades de ocupação israelenses mantêm detido o Dr. Husam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, classificado como “combatente ilegal” por seis meses, informou o Escritório de Comunicação dos Prisioneiros na última quarta-feira (26). A prisão, que ocorreu em 28 de dezembro de 2024, durante uma operação militar no hospital, agrava a crise humanitária na região e expõe a repressão contra profissionais de saúde palestinos.
Abu Safiya foi sequestrado junto a outros funcionários do hospital, acusado sem provas de envolvimento com grupos armados, segundo denúncias da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF). A entidade relatou que, durante o ataque, forças sionistas invadiram o Kamal Adwan, forçaram a evacuação de pacientes e destruíram equipamentos essenciais. “Ele é um médico dedicado, não um combatente. Isso é uma tentativa de silenciar quem ajuda os feridos”, afirmou o Dr. Mohammed Obeid, colega de Abu Safiya, em entrevista à rede caterenseAl Jazeera no dia 30 de dezembro de 2024.
O hospital, único ainda parcialmente funcional no norte de Gaza, foi alvo de bombardeios repetidos desde outubro de 2024, conforme a ONU. A detenção de seu diretor é parte de uma ofensiva que já prendeu mais de 240 trabalhadores de saúde desde o início do conflito, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. A Anistia Internacional classificou a ação como “violação do direito humanitário”, exigindo a libertação imediata de Abu Safiya em comunicado do dia 2 de janeiro de 2025.
Relatos da imprensa internacional, como a britânica BBC, indicam que a falta de médicos e infraestrutura hospitalar elevou a mortalidade por doenças e ferimentos. A prisão de Abu Safiya, que coordenava atendimentos em meio ao caos, é vista como mais um golpe contra a população civil. Organizações humanitárias pedem pressão internacional para reverter a medida, enquanto “Israel” segue sem justificar a detenção com evidências concretas.
