Na última sexta-feira (28 de março), um terremoto de 7,7 graus na escala Richter atingiu a Birmânia, causando destruição em larga escala. Os tremores também afetaram outros países do Sudeste Asiático, especialmente a Tailândia.
Segundo as informações mais recentes, o número de mortos já ultrapassa 1.700, enquanto os feridos chegam a 3.400 e há mais de 300 desaparecidos. O caos instalou-se no país, com hospitais sobrecarregados e comunidades próximas ao epicentro lutando para organizar equipes de resgate com recursos limitados.
Trata-se de um dos mais violentos abalos sísmicos registrados na região no último século. E, como se a tragédia não bastasse, a Birmânia se prepara para a temporada de chuvas, que começa em poucas semanas, acompanhada pelo aumento das temperaturas. Com a infraestrutura já fragilizada pelos tremores, a situação tende a se agravar.
Alguns países, como Índia, China, Tailândia e Rússia, mobilizaram ações de solidariedade. No entanto, o desastre atinge um país já asfixiado por crises políticas e econômicas.
A Birmânia enfrenta uma guerra civil desde 2021, quando um golpe militar derrubou a então Conselheira de Estado (cargo equivalente ao de primeira-ministra) Aung San Suu Kyi. Desde então, o país sofre boicotes e sanções impostas pelo imperialismo, principalmente devido à postura pró-China adotada pela junta militar no poder.
Para ilustrar, a 6ª rodada de sanções da União Europeia contra indivíduos e instituições ligadas ao governo da Birmânia inclui congelamento de bens e restrições de viagem, impedindo-os de entrar ou transitar por países do bloco.
A precária condição econômica e social da Birmânia, agravada pelas sanções, dificulta ainda mais a capacidade do país de lidar com a catástrofe.