HISTÓRIA DA PALESTINA

A seleção palestina de futebol

A história de uma seleção nacional que possui qualidade mas não tem nem país, nem estádio

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A Seleção Palestina de Futebol representa muito mais que um time esportivo – é um símbolo da resistência de um povo que, mesmo sob ocupação e genocídio, mantém viva sua identidade nacional. Criada em 1928, a equipe palestina carrega uma história marcada pelo exílio, pela diáspora e pela luta incansável por reconhecimento internacional, assim como seu povo.

Desde sua fundação, a seleção enfrentou inúmeros obstáculos impostos pela ocupação sionista. Durante décadas, os jogadores palestinos foram obrigados a treinar e jogar no exílio, sem um território livre para representar. Com a Nakba em 1948 e a criação do Estado de “Israel”, a equipe deixou de existir oficialmente por décadas, assim como milhões de palestinos foram expulsos de suas terras.Apenas em 1998, após os Acordos de Oslo, a equipe pôde jogar oficialmente em solo palestino, no estádio Faisal Al-Husseini, em Al-Ram, construído com ajuda internacional.

Apesar das dificuldades – incluindo restrições de movimento impostas por “Israel”, que frequentemente impede atletas de viajarem para competições – a Palestina vem conquistando espaço no cenário futebolístico asiático. Em 2014 e 2019, a equipe venceu a Copa da AFC Solidariedade, torneio destinado às nações em desenvolvimento. Em 2023, alcançou pela terceira vez as eliminatórias da Copa da Ásia, demonstrando crescimento constante. Vale lembrar que, na Copa da Ásia em questão, a equipe da escumalha sionista se retirou, colocando a bola entre as pernas e indo jogar na Europa com medo de uma possível retaliação.

Agora, em 2025, surge uma esperança histórica: a possibilidade da Palestina disputar sua primeira Copa do Mundo em 2026. Com a expansão do torneio para 48 seleções, a equipe palestina terá mais chances nas eliminatórias asiáticas. O atual técnico, Makram Daboub, vem trabalhando com uma geração talentosa, incluindo jogadores da diáspora que abraçaram a causa palestina.

O futebol palestino, no entanto, não está imune à violência do regime nazista que o oprime. Em 2023, a jovem promessa Mohammed Khalil foi morto por soldados de “Israel” durante uma chacina em Jenin. O estádio de Gaza foi bombardeado em 2024, destruindo parte de sua infraestrutura. Mesmo assim, a seleção segue como um símbolo de unidade nacional, vestindo as cores da bandeira palestina em cada partida e levando o verde do Hamas adiante.

Enquanto “Israel” usa o esporte para promover sua falsa imagem de “democracia”, a seleção palestina representa a verdadeira luta de um povo por liberdade e autodeterminação. Cada gol marcado, cada vitória conquistada, é uma resposta à ocupação e uma afirmação da identidade nacional palestina que tanto tentaram apagar por meio da limpeza étnica.

A coragem dos jogadores dentro de campo é inspirada e garantida pela coragem daqueles que empunham armas nas mãos, das crianças aos idosos, que mantêm viva a chama do esporte mesmo sob ocupação e a perspectiva de um futuro livre do inimigo sionista que o oprime. A possível classificação para a Copa de 2026 seria não apenas uma conquista esportiva, mas uma vitória política da resistência palestina.

Que o futebol palestino continue a marcar gols contra o sionismo e o imperialismo.

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