Ásia

China realiza exercícios próximos ao estreito de Taiuã

Manobras visam demonstrar prontidão de combate e domínio marítimo e aéreo, foram descritas como resposta às movimentações separatistas da ilha, uma ameaça à soberania chinesa

O governo chinês iniciou na última segunda-feira (31) amplos exercícios militares perto do estreito de Taiuã, mobilizando forças terrestres, navais e aéreas para simular um bloqueio da ilha, informou a agência estatal Xinhua. As manobras, que visam demonstrar prontidão de combate e domínio marítimo e aéreo, foram descritas como resposta às movimentações separatistas da ilha, uma ameaça à soberania chinesa. Autoridades do gigante asiático alertaram que qualquer tentativa de independência levará à guerra.

Taiuã reagiu enviando aviões e navios e ativando sistemas de defesa antimísseis, enquanto os Estados Unidos criticaram a China por realizar os exercícios em um território que, finalmente, é chinês, pedindo “moderação”. A União Europeia também pediu desescalada para evitar tensões. Os exercícios ocorrem em áreas estratégicas do estreito, bloqueando rotas marítimas cruciais, segundo o Ministério da Defesa chinês. Em 2024, o governo da China realizou 15 manobras similares, a maior frequência em uma década, conforme dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Londres (IISS).

A escalada reflete a deterioração das relações desde a posse da presidente taiuanesa Tsai Ing-wen, em 2016, que rejeita o princípio de “uma só China”. Em março de 2025, os EUA aprovaram um pacote de US$2 bilhões em armas para Taiuã, intensificando o atrito com ps chineses, segundo o Departamento de Estado americano.

Gostou do artigo? Faça uma doação!