A saída de Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira abriu espaço para novas especulações sobre o futuro do time. Em meio a esse debate, a TV Globo retomou a defesa de treinadores estrangeiros, por meio do comentarista Caio Ribeiro, que sugeriu nomes como Jorge Jesus, Carlo Ancelotti e Filipe Luís para ocupar o cargo. A posição do comentarista reforça a linha editorial que já vinha sendo adotada pela emissora, favorecendo a contratação de técnicos de fora do Brasil em detrimento dos profissionais nacionais.
Caio Ribeiro defendeu que a escolha do novo técnico não deve considerar a nacionalidade, mas sim o currículo. “Eu acho que tem grandes chances (de ser o Jorge Jesus). Eu gosto dos dois nomes (Jesus e Ancelotti). A gente tem que analisar trabalho e currículo, e não o passaporte”, argumentou. O comentarista ainda afirmou que “tem que parar com essa coisa de ‘tem que ser um treinador brasileiro’. Tem que ser um cara bom que vai resolver o problema da nossa seleção.”
Entre os nomes apontados, Jorge Jesus, atual técnico do Al-Hilal, é frequentemente mencionado para retornar ao futebol brasileiro. No entanto, sua passagem mais recente pelo Flamengo foi marcada por um desempenho muito inferior ao esperado, mesmo contando com um elenco de alto nível, com jogadores como Arrascaeta e Bruno Henrique. Apesar do sucesso na primeira passagem pelo clube carioca, sua volta não trouxe os mesmos resultados, o que levanta questionamentos sobre sua capacidade de liderar a Seleção Brasileira.
Já Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, também foi cogitado anteriormente para assumir o comando da Seleção. No entanto, a proposta não se concretizou, e o treinador italiano seguiu no clube espanhol. Vale lembrar que a Itália, país de origem de Ancelotti, sequer conseguiu se classificar para as duas últimas edições da Copa do Mundo, demonstrando a fragilidade de seu futebol em âmbito internacional.
A defesa recorrente de treinadores estrangeiros para comandar a Seleção contrasta com a tradição do futebol brasileiro, o único país a conquistar cinco Copas do Mundo. O Brasil sempre se destacou por sua escola de técnicos e sua capacidade de formar profissionais capazes de levar a Seleção ao mais alto nível. Diante disso, a insistência em buscar soluções externas não é outra coisa, mas um ataque ao próprio futebol nacional, desconsiderando a história e o talento dos treinadores brasileiros. O fato é que, mesmo com oscilações, o Brasil é a maior potência futebolística do mundo, com os melhores profissionais em todos os campos do esporte, algo que técnicos estrangeiros só conseguirão mudar para pior.