Amanhã (29), apoiadores da causa palestina se reunirão às 11h na Praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, atendendo ao chamado global do governo revolucionário do Irã para celebrar o Dia de Al-Quds. Esta data, tradicionalmente comemorada na última sexta-feira do Ramadã, para demonstrar a força da solidariedade internacional com o povo palestino na luta contra a ocupação sionista.
O Dia de Al-Quds foi instituído em 1979 pelo líder da Revolução Islâmica do Irã, o Aiatolá Ruhollah Khomeini, após a vitória da revolução que derrubou o regime monárquico pró-imperialista no país. Khomeini convocou os muçulmanos e povos oprimidos de todo o mundo a dedicar a última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã para expressar solidariedade à causa palestina e protestar contra os crimes cometidos pelo regime sionista de “Israel”. Desde então, o Dia de Al-Quds tornou-se uma data emblemática, marcada por manifestações em diversos países, onde milhões de pessoas saem às ruas em apoio à Palestina e em repúdio às políticas imperialistas no Oriente Médio.
A data transcende a questão religiosa e se tornou um símbolo da luta contra a opressão globalmente. Além das manifestações no Irã, países como Líbano, Iêmen, Síria, Iraque e até nações imperialistas veem atos massivos em defesa do povo palestino. A mobilização deste ano se intensifica em meio ao agravamento da situação na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, tornando o Dia de Al-Quds ainda mais crucial para dar visibilidade ao genocídio em curso e enfrentá-lo.
Nos últimos meses, a população palestina tem enfrentado uma escalada brutal de violência por parte da ditadura sionista. Desde a retomada das ofensivas israelenses, mais de 800 palestinos foram mortos e aproximadamente 140 mil foram deslocados de suas casas, sendo a maioria mulheres e crianças. Em ataques recentes, mais de 20 palestinos foram assassinados e dezenas ficaram feridos devido aos bombardeios israelenses no sul e centro da Faixa de Gaza, especialmente em Khan Yunis.
O número total de palestinos mortos desde o início da ofensiva israelense em 7 de outubro de 2023 ultrapassa 50 mil, com mais de 113 mil feridos. Desses, aproximadamente um terço são menores de idade. Além disso, estima-se que 67% das vítimas sejam mulheres e crianças. A destruição é avassaladora: mais de 80 mil residências foram demolidas, 125 escolas e universidades destruídas, e 600 mesquitas arrasadas. Aproximadamente 90% da população foi deslocada à força, vivendo em condições desumanas, enfrentando escassez de alimentos, água e serviços básicos.
A situação na Cisjordânia também tem se deteriorado rapidamente. Milícias de colonos israelenses, com o respaldo das forças de ocupação, intensificaram ataques contra aldeias palestinas, incendiando casas, expulsando famílias e ampliando a anexação ilegal de terras. Prisões arbitrárias aumentaram exponencialmente, com milhares de palestinos mantidos em centros de detenção sem qualquer acusação formal. As execuções sumárias tornaram-se rotina, com a justificativa falaciosa de “neutralizar ameaças”.
A Resistência Palestina, liderada pelo partido revolucionário Hamas, tem demonstrado uma tenacidade inabalável frente às agressões do imperialismo sionista. Apesar dos massacres e da destruição imposta pelo regime de “Israel”, a Resistência conseguiu, em diversos momentos, impor recuos ao inimigo e forçar a aceitação de cessar-fogo. No entanto, o Estado sionista, em sua natureza criminosa e traiçoeira, nunca cumpriu integralmente os acordos estabelecidos, retomando os bombardeios covardemente, muitas vezes durante a madrugada, visando aterrorizar a população civil indefesa.
O último cessar-fogo acordado foi rompido de forma unilateral e sem aviso pelo regime sionista, que retomou os ataques brutais contra Gaza às 2h da madrugada, deixando dezenas de mortos em questão de horas. Essa medida criminosa e covarde reforça o papel fundamental da resistência armada palestina, que segue resistindo contra uma máquina de guerra apoiada pelo imperialismo.
Diante dessas atrocidades, apoiadores da causa palestina em todo o mundo têm intensificado as mobilizações para pressionar governos e fortalecer a luta contra a ditadura sionista. As manifestações buscam não apenas denunciar os crimes de “Israel”, mas também exigir a libertação dos milhares de palestinos encarcerados nas prisões sionistas. A solidariedade internacional é fundamental para dar ao povo palestino a força política necessária para enfrentar e derrotar o opressor.
Nos Estados Unidos e na Europa, a pressão contra os governos cúmplices tem crescido, com boicotes a produtos israelenses e manifestações cada vez maiores em frente a embaixadas sionistas. Ações como bloqueios de rodovias e portos utilizados para exportação de armas para “Israel”, também vêm sendo organizadas, demonstrando que a mobilização popular pode se transformar em um obstáculo real para o avanço do genocídio. É imprescindível que todos os apoiadores da causa palestina na região de São Paulo compareçam à manifestação na Praça Oswaldo Cruz, amanhã, às 11h.




