No dia de hoje (31 de março), completam-se 340 anos do nascimento do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A sua grandeza é indiscutível, sua obra é monumental, com cerca de 1.100 peças compostas e a sua influência é incalculável. Outro gigante alemão, Ludwig Van Beethoven chegou a afirmar que “Não é apenas um Bach (riacho em alemão), mas um oceano infinito”, referindo-se ao tamanho e importância de sua obra.
Bach era o que se poderia considerar um verdadeiro mestre na arte da composição polifônica – textura musical em que diversas melodias diferentes se entrelaçam, ao contrário do que é mais comum nos dias de hoje, uma melodia acompanhada de uma harmonia, dominando as diversas técnicas desse estilo composicional extremamente complexo e rebuscado.
O mais interessante, no entanto, é que, embora esse seja um estilo composicional bastante cerebral e intrincado, a música de Bach consegue expressar beleza universal. Quem experimenta o colosso de uma “Paixão de São Mateus” não volta intacto da experiência.
Celebrar o aniversário desse grande compositor, que influencia músicos até os dias de hoje, é lembrar e revisitar uma produção musical gigantesca e espetacular. Peças para teclado, orquestra, instrumentos solo como violino ou flauta, peças sacras para coral, cantatas, Bach visitou todos os gêneros de sua época.
Ao fim de sua vida, uma anedota: seu encontro com Frederico, o Grande, rei da Prússia, em 1747. O monarca, interessado em música e ele próprio flautista amador, desafiou Bach a improvisar sobre um tema que lhe forneceu. O resultado foi a brilhante Oferenda Musical, um conjunto de cânones e fugas que não apenas respondeu ao desafio, mas o elevou a uma construção matemática e estética impressionante. Essa anedota sintetiza o gênio bachiano: um compositor que, ao invés de apenas atender à demanda de um rei, transformava qualquer material em ouro sonoro.
Qualquer um que ouve música merece, hoje, tirar um tempo para lembrar esse grande compositor. Feliz Aniversário, Johann Sebastian Bach.