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Editorial

Um regime sem apoio popular algum

Partidos que mais lançaram candidatos são o que há de mais fisiológico na política nacional

No dia 15 de agosto, encerrou-se o prazo para a inscrição de candidatos para as eleições. Os dados dessas candidaturas, que já foram disponibilizadas pela Justiça Eleitoral, apresentam um retrato bastante significativo do regime político brasileiro.

Ao todo, são quase 200 mil candidatos registrados. Desses candidatos, a esmagadora maioria concorre por partidos que não têm absolutamente nenhum apelo popular. Não têm programa, não têm ideologia, não têm nada.

O partido que mais lançou candidatos foi o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com 43 mil pessoas. Surge, então, a questão: por que uma única pessoa seria candidata pelo MDB? Há 40 anos, o MDB era a oposição consentida ao partido da ditadura militar. Assim, até era possível encontrar idealistas confusos, que acreditavam que o partido defendia alguma plataforma política. Hoje, no entanto, isso não existe. O MDB não tem programa. É o partido que foi abocanhou a vice-presidência do governo de Dilma Rousseff (PT), governou o País após um golpe contra esse mesmo governo, depois lançou um candidato próprio nas eleições de 2022 e por fim se dividiu, no segundo turno, entre os que supostamente apoiaram a candidatura de Lula (PT) e os que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro (PL).

O segundo partido com mais candidatos é o Partido Progressista (PP), fundado pelo direitista Paulo Maluf. Um partido que, além de ser a continuação do partido da ditadura militar, é tão fisiológico quanto o MDB.

Assim segue uma extensa lista de agremiações, entre as quais se encontra partidos como o AGIR e o MOBILIZA, que praticamente ninguém sequer ouviu falar.

Mesmo o Partido Liberal (PL), no qual o bolsonarismo está inserido, não tem uma feição própria. Dentre os seus 35 mil candidatos, uma minoria é de fato bolsonarista. O mesmo vale para o Partido dos Trabalhadores (PT): de seus 29 mil candidatos, pelo menos 20 mil são políticos profissionais que nada têm a ver com o movimento operário e popular.

Esse quadro mostra claramente que o regime político está apoiado em um mecanismo que não tem base popular alguma. De todos os partidos com milhares de candidatos, o único que tem um maior apelo popular é o próprio PT, mas apenas uma minoria dos candidatos dessa agremiação expressam de fato os anseios populares.

Falar em “democracia”, diante desses dados, chega a ser uma piada. O regime brasileiro é controlado por uma imensa burocracia alimentada pelo grandes capitalistas, que impedem que qualquer coisa de progressista aconteça no País.

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