Moradores e operadores que trabalham no setor turístico de Aguas Calientes, Machu Picchu, entraram em greve por tempo indeterminado a partir do dia 25. A motivação para a mobilização foi a terceirização da venda de ingressos ao sítio arqueológico, que passou a ser feito pela empresa peruana Joinnus.
Com o início da greve, os moradores interromperam a prestação de serviços turísticos, fecharam lojas e bloquearam as vias férreas que fazem o transporte da cidade inca até Ollantaytambo, a 60 quilômetros de Cusco.
A mudança no funcionamento da venda de ingressos representa um ataque aos trabalhadores do turismo da região. Antes, o serviço era feito por meio de uma plataforma do Ministério da Cultura e administrado pela Direção Descentralizada de Cultura de Cusco. Desde o dia 20, entretanto, a empresa Joinnus passou a intermediar a venda de ingressos de maneira virtual tanto para Machu Picchu, quanto para trilhas incas, com uma comissão de 3,9% sobre os ingressos vendidos.
Segundo o Coletivo Popular de Machu Picchu, a intermediação em questão caracteriza a “privatização sistemática” do serviço e do patrimônio cultural. O grupo representa funcionários e moradores da região.
Na última terça-feira (30), ocorreu um dia de trégua da greve após uma mesa de negociação entre o Coletivo Popular de Machu Picchu e o governo de Cusco. Por isso, as estradas de trem e o acesso às ruínas foram liberados por 24 horas.





