Palestina

Surgem rumores de um cessar-fogo entre Palestina e ‘Israel’

A proposta de cessar-fogo ocorre em um momento em que a crise de "Israel" é a maior de sua história, ao mesmo tempo em que a resistência palestina segue se fortalecendo

Nesta terça-feira, dia 30 de janeiro, o chefe do gabinete político do Hamas, Ismail Hanié, anunciou que o Hamas recebeu uma proposta de cessar-fogo, após diálogos realizados em Paris. O representante do Hamas afirmou estarem abertos ao cessar-fogo e que a proposta seria analisada.

A proposta

Embora o conteúdo não tenha sido divulgado, Hanié informou que a proposta foi entregue durante recentes reuniões na França, por altos funcionários do Catar e do Egito. Hanié ainda complementou afirmando que o Hamas está aberto a “iniciativas sérias e práticas” para um cessar-fogo.

Em suas palavras: “O movimento recebeu a proposta discutida na reunião de Paris e está em processo de estudá-la e responderá com base na prioridade de parar a agressão brutal a Gaza e na retirada completa das forças de ocupação da Faixa”.

“O movimento está aberto a discutir quaisquer iniciativas ou ideias sérias e práticas que conduzam a uma cessação abrangente da agressão e garantam o abrigo do nosso povo, que foi deslocado à força devido às ações da ocupação e cujas casas foram destruídas, bem como ideias que facilitar a reconstrução [de Gaza], o levantamento do cerco e um processo sério de troca de prisioneiros que garanta a liberdade dos nossos heroicos prisioneiros e acabe com o seu sofrimento”. Acrescentou Hanié.

Junto à proposta houve um convite para visitar a capital egípcia, Cairo, para estabelecer um “visão integrada” e discutir os requisitos do possível acordo. O representante do Hamas reconheceu o papel do Egito e do Catar, no desenvolvimento de um acordo real de cessar-fogo em Gaza, visando ao fim das agressões israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Suspensão das contribuições à UNRWA

Um dos pontos denunciados por Hanié foi as decisões dos governos dos EUA e outros países imperialistas de retirar fundos à Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA, do inglês United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees). Esses governos suspenderam contribuições e compromissos financeiros ainda não executados com a UNRWA.

Essas ações, sem base concreta, violam decisão do Tribunal Internacional de Justiça, e restringem o pouco apoio internacional a região. Hanié também condenou as agressões “aos irmãos no Líbano, Iêmen, Síria e Iraque”. Além da constante beligerância com o Irã, colocando seu apreço ao mundo árabe, islâmico e demais povos livres que prestam solidariedade à Faixa de Gaza e a Palestina.

Qual a opinião da Jiade Islâmica Palestina?

O importante movimento de resistência em Gaza, segundo maior grupo da resistência palestina, a Jiade Islâmica Palestina, foi enfático em seu posicionamento. Segundo pronunciamento nesta terça-feira do seu secretário-geral, Ziad al-Nakhalé, eles não participarão de acordos que ignorem as quatro principais condições de trégua com o regime israelense, estabelecidas pelo grupo.

Essa declaração foi realizada após relatos na imprensa imperialista de iniciativas do governo dos EUA de libertações dos prisioneiros da resistência palestina, como parte de negociações de cessar-fogo.

Segundo Nakhalé, as quatro condições seriam: 

  • um cessar-fogo abrangente em Gaza;
  • a retirada das forças de ocupação do território;
  • uma garantia de reconstrução;
  • uma solução política clara que garanta os direitos do povo palestiniano.

Qual a posição do sionismo?

A posição do sionismo é expressa claramente pelo primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netanyahu, nesta mesma terça-feira: “Não vamos retirar o Exército da Faixa de Gaza, nem libertaremos milhares de terroristas. Nada disso acontecerá”.

Suas ações são o principal empecilho ao estabelecimento de um cessar-fogo. As agressões, incessantes via bombardeios indiscriminados na Faixa de Gaza, já assassinaram mais de 26 mil palestinos, deixando mais de 65 mil feridos, resultando até mesmo na morte de prisioneiros israelenses, que haviam sido feitos pela resistência palestina.

Mesmo com a escalada da violência sectária e uma alocação quase imensurável de recursos, nenhum dos objetivos do regime de Telavive foram alcançados. A resistência da Faixa de Gaza, liderada pelo Hamas, está mantendo a “soberania” de seu território.

Ataque à guarnição de al-Tanf

Além de uma gigantesca repercussão internacional negativa, desgastando politicamente o regime sionista de “Israel” e seus apoiadores. O genocídio promovido pelo sionismo na Faixa de Gaza e a impotência dos enclave norte-americano acarreta um fortalecimento da não só da resistência à presença imperialista na região do Médio Oriente.

Este é o caso das Forças de Mobilização Popular Iraquiana (MPI) , uma frente de organizações iraquianas, parte do Eixo da Resistência que atacou a base dos EUA em al-Tanf. A investida, realizada via drones, resultou em ao menos 43 baixas de soldados norte-americanos, sendo este o número de mortos, ademais de outros 40 feridos.

A MPI coloca a possibilidade de ampliação dos conflitos a todas as bases militares americanas no Golfo Pérsico. Essa política elevaria os custo militares dos EUA, sendo uma forma de galgar a resolução soberana de janeiro de 2020 do governo de Bagdá de “expulsar as tropas estrangeiras do país”.

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