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Eleições europeias

Países nórdicos também registram aumento da extrema direita

Fábio Picchi, membro da secretaria Internacional do PCO, comenta resultado na Suécia e na Finlândia

No último período, muito tem se discutido sobre as eleições no parlamento europeu. Em países como a Alemanha e a França, a extrema direita teve uma vitória avassaladora, pondo às claras a falência do chamado ‘centro democrático”. Em entrevista a este Diário, Fábio Picchi, membro da Secretaria Internacional do Partido da Causa Operária (PCO), comentou as eleições nos países nórdicos, onde ficou comprovada a mesma tendência.

Na Suécia, o quadro não mudou significativamente em relação aos outros países. Segundo Picchi, “a extrema direita já desempenhava um papel importante no regime político”. A direita na Suécia tradicionalmente segue uma linha mais conservadora. O Estado sueco, em comparação com os sistemas hospitalares europeus, ainda mantém uma estrutura da era de ouro do capitalismo, que está sendo desmontada, mas de forma mais lenta do que em outros países. “A direita neoliberal agora está unificada com a extrema-direita, havendo fatos que chamam a atenção, como, por exemplo, devido a atos como a queima do Alcorão”. Eles possuem uma política fortemente anti-imigrantes e, apesar de pouco divulgado, a Suécia é um dos países que mais recebeu imigrantes na Europa, ficando atrás apenas da Alemanha. Proporcionalmente, o volume de imigrantes é muito grande, ao ponto de que, “na época em que morei na Finlândia, observei que 10% da população sueca já era composta por imigrantes”. Portanto, essa política da extrema direita contra a imigração é mais forte na Suécia do que em outros países.

Também é importante considerar que “a extrema direita já faz parte do governo na Finlândia, assim como na Suécia”. O governo atual da Finlândia é composto pelo Partido da Coalizão Nacional, equivalente ao PSDB, e pelo Partido dos Finlandeses, um partido nacionalista. Uma observação relevante é que, “tanto na Suécia quanto na Finlândia, os partidos de extrema-direita são contra a Rússia e apoiaram a entrada na OTAN. Nesse aspecto, diferem de Marine Le Pen”. Na política europeia, há dois grandes grupos de extrema-direita: um denominado “Identidade Europeia”, que inclui a Assembleia Nacional de Marine Le Pen, entre outros, e outro grupo que inclui o Vox da Espanha e os Fratelli de Itália de Giorgia Meloni, que se posiciona contra a Rússia. Embora não sejam a favor da Rússia, são contra o envio de recursos para a Ucrânia. “Na política nórdica, a questão da guerra na Ucrânia é um consenso entre os setores de direita”, conclui Picchi.

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