O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou no mês de dezembro resoluções que estabelecem cotas para mulheres na burocracia judicial. Segundo o jornal golpista Folha de S. Paulo, em seção ocorrida no dia 12 de dezembro, o CNJ determinou que “os tribunais tenham, no mínimo, 50% de mulheres –o que inclui mulheres transexuais e de gênero fluído– nessas funções” (“Tribunais deverão destinar a mulheres metade dos cargos e criar banca para cota racial”, Géssica Brandino, 1/1/2024).
“É um passo significativo para atingir a igualdade de gênero e a representatividade feminina em espaços tradicionalmente ocupados por homens, promovendo justiça, equidade e enriquecendo o processo de tomadas de decisões”, disse a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Karen Luise de Souza, (idem), sem explicar como a dita “representatividade feminina” promoverá qualquer melhora na situação da mulher no País. Entre as incontáveis aberrações cometidas pela justiça brasileira, o ano de 2023 brindou o Brasil com uma juíza, Joana Ribeiro Zimmer, impedindo uma criança de 11 anos de realizar um aborto em condições legais, mesmo sendo direito da menina, vítima de estupro.
Os identitários comemoram, mas a medida não é nada além de uma demagogia grotesca. Finalmente, o que a experiência tem demonstrado desde a década passada – pelo menos -, é que quando órgãos de repressão adotam medidas dessa natureza, é porque precisarão de uma cobertura para ataques muito violentos contra a classe trabalhadora.




