Palestina

Jornalista na Folha mente para encobrir seu apoio ao genocídio

Em nome da limpeza étnica na Palestina, o jornalista Moises Rabinovici afirma que os árabes estariam contra os judeus e seriam os intolerantes, enquanto isso o genocídio continua

No último sábado, dia 27 de janeiro, a Folha de S.Paulo publicou coluna do jornalista Moises Rabinovici intitulada O terror glorificado. A peça é mais um ataque contra o Hamas, como visto na imprensa imperialista seguidamente. Os argumentos, no entanto, são uma nova aberração na campanha genocida do sionismo. Já no início do texto, diz o jornalista — o que coloca em dúvida sua própria profissão:

“Em 15 horas dentro de Israel, o Hamas matou 1.200 israelenses. Em 2.400 horas, ou cem dias, dentro da Faixa de Gaza, Israel matou cerca de 25 mil palestinos. (Hoje, são mais de 27 mil mortos, número não oficial.)

“Se Israel mantivesse a sanha do Hamas em 15 horas, poderia ter matado 192 mil palestinos em cem dias. Ou muitos mais, com seu exército e aviões.

“Essa aritmética da insanidade mostra a selvageria do ataque dos terroristas do Hamas a aldeias e a um festival de música em Israel na fronteira de Gaza.”

Ora, hoje é notório. Os civis mortos no dia 7 de outubro o foram pelas forças armadas de “Israel”, e a própria imprensa israelense, testemunhas civis e militares israelenses confirmaram o fato. O suposto jornalista sequer se dá ao trabalho de utilizar informações minimamente verídicas, e replica a campanha farsesca do imperialismo e do sionismo.

No entanto, ainda que fosse verdade a dita aritmética do colunista, ela é também ignorante dos acontecimentos posteriores ao dia 7. No dia 17 de outubro, em mais um de seus crimes de guerra, “Israel” bombardeou e destruiu o Hospital Árabe al-Ahli, matando de uma vez 500 pessoas. Considerando a explosão, em questão de segundos, centenas de pessoas foram mortas. Um prosseguimento do massacre de civis realizado pelas forças sionistas no dia 7 de outubro, mas dessa vez de civis árabes, não israelenses. Segundo Moises Rabinovici, porém:

“Os terroristas se protegeram dentro de seus 780 quilômetros de túneis, o ‘metrô de Gaza’, com ‘estações’ em hospitais, escolas, mesquitas e prédios da ONU. Os civis que saudaram os ‘heróis’ voltando de Israel ficaram à flor do deserto como escudos, sem abrigos antiaéreos. Quantos mais morrem, mais o mundo denuncia um ‘genocídio’. Faz parte da estratégia do terror.”

Novamente, reproduzindo a campanha de mentiras sionistas, o autodeclarado jornalista adota a supremacia racial do sionismo. Já é fato notório, não há e nem nunca houve bases do Hamas sob hospitais, escolas, mesquitas, etc., e o argumento dos “escudos humanos” é um palavrório digno do sionismo para justificar o massacre de civis e a limpeza étnica operada por “Israel”. O sionista não deixa nada a desejar a seus senhores.

Ainda, o mentiroso compulsivo cita um “pacifista” israelense numa entrevista a outro órgão ligado ao imperialismo: “Por que é que devemos voltar a nossa atenção [para Gaza]? Eles mereceram aquele inferno de forma justa, e eu não tenho um miligrama de empatia” e “Fomos forçados a esta situação. Não fomos nós que a iniciamos. Pelo contrário, fomos nós que iniciamos a paz.” Podemos ver  que o pacifista israelense parece mais um tipo nazista se queixando da rebelião no campo de concentração.

“Como ousam os marronzinhos semi-humanos do outro lado do muro se rebelar? Como ousam não se acomodar à privação, ao bloqueio, à miséria, à fome e à sede?” Seria uma forma mais honesta para a colocação sionista. Isso é, o Hamas, que surgiu da agressão sionista, que governa uma área em que a população é jogada ao definhamento pela supremacia racial e só a mantém porque reagiu de armas na mão contra as tentativas de remoção e limpeza étnica do território.

Afinal, como comprovação de sua série de mentiras, conta o pretenso jornalista mais uma: “Quem quer ‘limpar’ a Palestina de judeus é o Hamas. Está escrito em seu programa, que não contempla nenhuma perspectiva de paz.” Contudo, o Hamas há anos abandonou o programa citado, e hoje coloca aberta e repetidamente: sua guerra é contra a ocupação sionista, não contra os judeus, mas contra a base militar do imperialismo no Oriente Médio, a entidade supremacista que é o Estado de “Israel”.

O escritor de fértil imaginação ainda cita a presença de árabes em “Israel” para justificar seu ponto. Ele apenas se omite de dizer que em “Israel”, os árabes são oficialmente subcidadãos. A acusação e os paralelos com o nazismo utilizados contra o Hamas, de fato, se aplicam direta e perfeitamente a “Israel”. Os sionistas, está demonstrado uma vez mais, para serem nazistas precisam apenas da suástica e da saudação romana, o resto todo eles já têm.

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