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Estados Unidos

Joe Biden expõe fragilidade do imperialismo em entrevista a Time

Presidente norte-americano admite que há uma grande crise na dominação mundial

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição, concedeu a revista Time uma entrevista que foi publicada na última terça-feira (4). Na entrevista, Biden discutiu uma série de assuntos que foram da economia dos EUA até temas sensíveis para o candidato, como as crises abertas pelo genocídio “israelense” e a revolução palestina, a operação militar russa contra a OTAN e a ameaça chinesa ao imperialismo. 

Um dos pontos mais preocupantes para o imperialismo discutidos na entrevista foi o impacto contínuo da inflação. Desde que Biden assumiu o cargo, os preços aumentaram significativamente, afetando o custo de vida dos norte-americanos. Quando questionado sobre o aumento de preços e o impacto da inflação, Biden reconheceu que a situação é complexa, mas insistiu que os aumentos salariais superaram a inflação. No entanto, é amplamente discutido na imprensa burguesa imperialista a incapacidade de Biden de manter a economia interna nos trilhos, marcada por uma inflação acumulada de quase 20% desde que Biden assumiu o cargo, ele reconhece que a manipulação de preços pela burguesia imperialista e financeira prejudicam os consumidores norte-americanos. A continuidade das tarifas comerciais impostas na era Trump, que Biden antes criticava, agora é justificada como uma medida necessária para nivelar o campo de jogo com a China, embora muitos economistas alertem que essas tarifas elevem os preços para os consumidores americanos.

Biden reconheceu que a gestão da ascensão da China é a questão mais importante de política externa e segurança nacional para os Estados Unidos neste século. Ele mencionou a informação da CIA de que o presidente chinês, Xi Jinping, teria supostamente ordenado que o exército chinês estivesse pronto para uma invasão de Taiwan até 2027. Em determinado ponto, Biden afirma que a China estaria “a beira do precipício.” Biden reiterou seu compromisso de defender Taiuan, mas evitou especificar se isso incluiria o envio de tropas americanas ao solo, deixando a questão em aberto e aumentando a incerteza sobre a resposta dos EUA a uma possível agressão chinesa, tendo em vista a fragilidade do imperialismo na atual etapa do desenvolvimento político.

A entrevista revela um presidente acuado, enquanto o poder dos Estados Unidos cai, lutando para manter o controle em meio a desafios internos e externos. Quando questionado sobre a Ucrânia, na primeira pergunta, fica claro que ele enrola para responder; depois que Putin invadiu a Ucrânia, ele sentiu a necessidade de mandar uma mensagem dizendo que os EUA ainda mandam, isso fica claro no plano geral da entrevista. Enquanto Biden tenta navegar essas águas turbulentas, a percepção de uma América vulnerável cresce, sinalizando uma etapa crítica na erosão do imperialismo norte-americano.

Biden enfatizou a necessidade de fortalecer a Europa contra o que caracterizou como “agressão russa”, destacando que a estabilidade do continente depende das ações americanas e de seus aliados, das potências imperialistas de conjunto. Ele mencionou um telefonema do ex-secretário de Estado, Henry Kissinger, que destacou a importância de manter a Rússia sob controle para garantir a segurança europeia, algo não visto desde os tempos de Napoleão.

“Não podemos permitir que a OTAN falhe”, afirmou Biden, sublinhando os investimentos absurdos dos EUA em apoio político, econômico e militar à Europa. Ele expressou preocupação com o potencial de desestabilização se a Rússia continuar suas ações agressivas, como a “invasão da Ucrânia” e a “ameaça constante a outros países do Leste Europeu”, desconsiderando a expansão da OTAN que visava estrangular a Rússia. Fica evidente que o Biden é o homem da OTAN, enquanto ataca Trump justamente acusando-o de ser anti-OTAN.

Biden reconheceu que a imagem dos EUA sofreu um golpe significativo e que a política interna tumultuada afeta a capacidade do país de se manter como um país imperialista na liderança internacional. “Há uma diminuição significativa no impacto de nossa habilidade de realizar coisas no âmbito internacional”, disse ele. Biden destacou que a Rússia e a China têm interesse em ver os EUA enfraquecidos e que ambos os países poderiam estar colaborando para atingir esse objetivo.

Biden afirmou que seu segundo mandato se concentraria em concluir o que começou no primeiro, com foco em garantir a segurança europeia e promover a estabilidade global. Ele destacou a importância de um compromisso contínuo com a OTAN e a necessidade de abordar a crescente influência da Rússia e da China de maneira estratégica. Nessa empreitada, Biden influenciou os países europeus para que comprometessem suas econômicas, apoiando um esforço de guerra coordenado e como primeiro interesse do imperialismo norte-americano. Ainda, disse com todas as palavras que a melhor solução não é acabar com a guerra da Ucrânia, afirmando ser esta que a Rússia nunca mais invadisse a Ucrânia, ou seja, a destruição da Rússia como existe hoje. O programa de Biden é a expansão da OTAN e medidas de emergência para manutenção do imperialismo.

Biden reconhece e tem como objetivo central a defesa de uma Ucrânia submetida ao imperialismo por entender que se deixar o regime político fantoche do imperialismo da Ucrânia cair, cairá em seguida o regime político sustentado pelo imperialismo da Polônia, etc. Por outro lado, é fato que a derrota da Ucrânia será vista como uma derrota do imperialismo, de modo que os países vizinhos sufocados pelo imperialismo podem querer aproveitar a oportunidade para se libertar.

Biden fugiu pela tangente ao ser questionado sobre as ações de Israel em Gaza e a resposta americana a essas ações. Ele teve dificuldade em reconhecer o sofrimento dos palestinos devido à falta de alimentos, água e medicamentos, além de indicar que a culpa do genocídio sionista seria responsabilidade do Hamas. “Uma coisa é certa, as pessoas em Gaza, os palestinos, sofreram muito”, disse Biden. A relutância de Biden em condenar diretamente “Israel” e seu genocídio ou confirmar se as forças israelenses cometeram crimes de guerra reflete a destacada fragilidade do imperialismo. Ele mencionou que a investigação sobre essas alegações está sendo conduzida por “Israel”, e enfatizou que os EUA não reconhecem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional sobre a questão. Biden também se recusou a responder quando questionado se “Israel” cruzou a linha do aceitável, destacando seu apoio a Netaniahu.

A resistência armada palestina contra “Israel” tem ganhado força, evidenciando a fragilidade da posição histórica do imperialismo de garantir a segurança “israelense” enquanto promove seu genocídio de forma acelerada. Biden admitiu que o grupo Hamas continua a representar uma ameaça significativa e que a situação permanece volátil. “Hamas poderia acabar com isso amanhã”, disse ele, referindo-se à possibilidade de um cessar-fogo, falsificando a realidade em que observamos “Israel” se opondo a um cessar-fogo.

A resistência armada palestina, incluindo os ataques contra alvos “israelenses”, tem obtido vitórias expressivas, colocando os EUA em uma posição difícil, tendo em vista que “Israel” é vital para a manutenção da desestabilização imperialista no Oriente Próximo. O governo Biden tem que equilibrar seu apoio histórico a “Israel” com a crescente pressão popular internacional pelo fim do genocídio contra o povo palestino e em apoio a resistência armada.

Biden mencionou as dificuldades em coordenar uma resposta eficaz com aliados regionais como o Egito, Jordânia e Arábia Saudita, fugindo da pergunta quando questionado sobre o caráter ditatorial do regime saudita, por conta do imperialismo politicamente decadente e das massivas manifestações e pressão popular nos países árabes em defesa do processo revolucionário palestino. Biden reconheceu, inclusive, que a resistência de Netaniahu dificulta seu papel como “mediador.” Biden também admitiu a derrota e os erros do imperialismo com relação ao Afeganistão e Iraque, mas fica na defensiva com relação a números de mortos, tanto vítimas do genocídio sionista quanto em outras ocupações.

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