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Oriente Médio

Hesbolá prepara conflito em grande escala contra ‘Israel’

Os resultados destas operações vem sendo desastrosos para Israel com o prolongamento do conflito

O chefe do Hesbolá, Hassan Nasseralá, alertou na quarta-feira que o grupo está se preparado para um conflito em grande escala contra “Israel”, e que poderia até mesmo invadir os territórios do norte do Estado judeu.

Sua declaração gerou repercussão internacional em meio a maior crise da história do Estado sionista. Em resposta, António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que “o mundo está à beira de uma catástrofe”.

O secretário ainda afirmou que “um movimento precipitado – um erro de cálculo – poderia desencadear uma catástrofe que vai muito além da fronteira e, francamente, além da imaginação”, disse o secretário-geral da ONU aos jornalistas numa conferência de imprensa, acrescentando que “o mundo não pode permitir que o Líbano se torne outra Gaza.”

No início desta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz, alertou que o Estado sionista estava “muito perto” de uma decisão que iria “mudar as regras do jogo”.

Já o primeiro-ministro sionista, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Yoav Gallant, se comprometeram anteriormente a “transformar Beirute em Gaza”. Em resposta nesta semana, o líder do Hesbolá, Hassan Nasseralá, afirmou que “nenhuma restrição e nenhuma regra” se Israel lançar um grande ataque ao Líbano.

“O Hesbolá está mais treinado, mais organizado e com armas ainda mais letais em comparação com as Brigadas Qassam, o braço armado do Hamas. E por esta razão, penso que os israelitas pagarão um preço enorme por algo que podem evitar”, disse Hassan Barari, professor de assuntos internacionais na Universidade do Qatar, à Al Jazeera.

“A minha sensação é que o Hesbolá sente que tem alguma influência sobre os israelitas, porque uma guerra crescente – por mais danos que possa causar no Líbano e na Síria – criaria terror em Israel”, disse Seth G. Jones, analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, DC.

“Seria uma tarefa difícil para as defesas aéreas israelenses confrontar o amplo arsenal de foguetes vindos do norte. Seria um grande problema”, complementou.

Dezenas de cidades israelenses estão desertas, já são cerca de 60 mil pessoas evacuadas para alojamentos temporários.

Por parte do Irã, foi declarado nas Nações Unidas, na sexta-feira, que qualquer movimento equivocado de “Israel” destinado a atacar o Líbano poderia desencadear um novo conflito regional.

“Qualquer decisão imprudente do regime ocupante israelita para se salvar poderia mergulhar a região numa nova guerra, cuja consequência seria a destruição da infraestrutura do Líbano, bem como dos territórios ocupados em 1948. Sem dúvida, esta guerra terá um impacto final perdedor, o regime sionista”, afirmou o Irã via X.

A declaração também afirmou que a resistência libanesa possui a capacidade de proteger a si mesma e ao Líbano.

“Talvez tenha chegado o momento da autoaniquilação deste regime ilegítimo”, afirmam.

Por parte do Hesbolá foi conduzida uma série de operações contra alvos sionistas na sexta-feira, apoiando o povo palestino e respondendo à agressão sionista.

Nasseralá também emitiu uma ameaça ao Chipre, membro da União Europeia, que está localizado no Mediterrâneo Oriental, a oeste das costas libanesa e israelense. Ele disse que o grupo tem informações de que Israel está conduzindo exercícios militares em Chipre, em terreno semelhante ao sul do Líbano.

Nasseralá afirmou que “Israel” planeja usar aeroportos e bases em Chipre para fins militares caso sua estrutura seja atacada.

“Abrir aeroportos e bases cipriotas para o inimigo israelita atacar o Líbano significa que o governo cipriota se tornou parte da guerra e a resistência irá lidar com isso como parte da guerra”, disse ele sem dar mais detalhes.

“O ataque inicial anunciado pelo Hesbolá na sexta-feira viu a Força Aérea Unammed do grupo lançar um enxame de drones suicidas em direção ao local da Marinha israelense de Ras al-Naqoura. Os drones atingiram as áreas de habitação e salas de operações dos oficiais e soldados da ocupação israelita, causando baixas confirmadas à força inimiga e destruindo algumas das infraestruturas do local.” (Unstoppable: Hezbollah’s drones pound multiple Israeli positions, Al Mayadeen)

Os combatentes do Hesbolá , além disso, atacaram a instalação militar de al-Sumaqah e a instalação militar de Zibdine nas Fazendas Shebaa ocupadas e nas Colinas Kfar Chouba.

A resistência também atacou com drones uma unidade de artilharia israelense em al-Za’oura, atingindo novos alvos.

Os resultados destas operações vêm sendo desastrosos para Israel, que não demonstra ter condições reais de aguentar um conflito de maiores proporções que se prolongue por tempo indeterminado.

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