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São Paulo

Falta uma semana para o grande ato em defesa da Palestina

No próximo dia 30, companheiros tomarão a Avenida Paulista em defesa da luta do povo palestino, confira como está sendo a preparação para essa atividade

No domingo, 30 de junho, o Partido da Causa Operária (PCO), juntamente com os Comitês de Luta e cerca de cem outras organizações, estão convocando um grande ato nacional em defesa da Palestina. O Partido viu a necessidade de realizar uma grande manifestação diante do horrendo massacre que “Israel” está perpetrando em Gaza. Ao mesmo tempo, a esquerda brasileira não se colocou a tarefa de organizar manifestações de verdade, se limitando a atos pequenos. Nesse sentido, será o primeiro ato realmente grande em defesa da Palestina no Brasil.

O ato já vem sendo anunciado há mais de dois meses e, agora, falta apenas uma semana. Nesse momento, os preparativos para esse ato já estão a todo vapor. Ao mesmo tempo que diversos militantes realizam uma ampla convocação na cidade de São Paulo, local onde será o ato, através da distribuição de panfletos e entrando em contato com pessoas através de telefonemas, outros organizam caravanas de diversas partes do Brasil, trazendo pessoas para a participação no ato.

Um aspecto interessante que se pode observar durante toda a campanha é o fato de que a aceitação dos materiais e do convite para o ato é muito grande. Trata-se da prova cabal de que há um amplo apoio aos palestinos em meio à população brasileira. Segundo foi relatado a este Diário por militantes, não são raras as situações em que as pessoas pegam um panfleto e, depois, voltam para pegar mais panfletos, a fim de distribuir para amigos e conhecidos. Outra coisa muito frequente é aquele que aceita participar do ato e que se dispõe a convocar outros para também estarem presentes na manifestação.

A campanha financeira

Os gastos envolvendo uma atividade desse porte – um ato para milhares de pessoas vindas de diversas partes do País – são muito consideráveis. Para organizações populares como o PCO, os Comitês de Luta e outras que não recebem ajuda financeira dos banqueiros, a única forma de arrecadar a quantia é através da mobilização dos simpatizantes.

Naturalmente, qualquer contribuição é bem-vinda. É preciso ter em mente que trazer ônibus do Nordeste e de outros pontos mais distantes do nosso continental país custa dezenas de milhares de reais. Isso sem falar nos gastos com materiais e outros.

Portanto, a questão da arrecadação nesta última semana também é um importante trabalho sendo realizado por toda a militância do Partido. É necessário que todos contribuam com o quanto puderem para que a atividade seja tão grandiosa quanto a causa que ela representa merece.

O que dizem os militantes que trabalham no ato

O companheiro Juliano Simonard, responsável pela organização da distribuição de materiais durante essa última semana de mobilização, afirmou o seguinte sobre as panfletagens que ocorrem em São Paulo:

“As panfletagens estão acontecendo em vários cantos da cidade de São Paulo e do interior. Nós fomos para terminais de metrô em todas as regiões da cidade, distribuímos panfletos em pontos bastante movimentados do centro, como a 25 de março, em escolas, locais de trabalho etc. Na sexta-feira, que é o dia mais importante dos muçulmanos, panfletamos em mesquitas. Lá, fizemos vários contatos importantes, tivemos uma boa aceitação da comunidade árabe. Há também as colagens de cartazes pelo centro, feitas pelos Comitês de Luta. Estamos distribuindo cerca de 20 mil materiais por dia e a tendência é aumentar, né? A aceitação está muito boa, então esses materiais estão saindo muito fácil.”

João Scarpanti, pré-candidato a prefeito de Franca pelo PCO, e que está na Capital para auxiliar na organização da convocação por telefone, afirmou o seguinte:

“A campanha de convocação tem sido um sucesso absoluto, contando com esforço de simpatizantes, militantes e filiados. Estamos atingindo as metas para concretizar o que a gente procura para fazer um ato nacional em uma escala que ainda não foi feita aqui no Brasil. A gente viu isso acontecendo ao redor do mundo, mas ainda não aconteceu no Brasil. A gente espera que o ato seja uma terapia de choque na esquerda, na direita, nos sionistas e que quebre a paralisia da esquerda. Quebrar essa paralisia será muito importante nesse próximo período, em que veremos o recrudescimento da repressão contra os trabalhadores e a esquerda.”

Victor Assis, do PCO de Pernambuco, afirmou, a respeito das caravanas que o Partido trará de todo o Brasil:

“Nós temos caravanas saindo de todas as regiões do País. No Sul, temos ônibus vindo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Um destaque, em particular, para o trabalho dos militantes no Rio Grande do Sul, cujo estado acaba de ser devastado pela política neoliberal do governador Eduardo Leite, mas que, mesmo assim, estão se mobilizando e se organizando para vir para a atividade. Na região Sudeste, São Paulo faz a sua convocação através das atividades de rua e de telefonemas para todos os contatos, além das caravanas de cidades do interior, como Rio Claro, Araraquara, Marília e outras. Rio de Janeiro também promete uma grande caravana e o estado de Minas Gerais realiza um trabalho centrado, principalmente em Ibirité e Belo Horizonte.

Do Mato Grosso do Sul, teremos uma caravana de índios Guarani-Caiouá, todos envolvidos em alguns dos mais violentos conflitos de terra do País, sendo, portanto, militantes muito aguerridos em sua região. No Nordeste, a gente vai contar com caravanas da maioria dos estados da região. Da Bahia, teremos companheiros de Ilhéus, Porto Seguro, Feira de Santana e Salvador. De Pernambuco, são das cidades de Olinda, Recife, e Jaboatão dos Guararapes. Do estado da Paraíba, companheiros de Campina Grande e de João Pessoa. Ceará, companheiros de Juazeiro do Norte, Crato e Fortaleza. Temos também companheiros do Rio Grande do Norte, da cidade de Natal e Parnamirim. Ainda estamos vendo a possibilidade de trazer companheiros de outros estados, como o estado de Alagoas.

Por fim, no norte do País, vamos ter uma delegação vinda de Manaus e uma outra delegação vinda do Amapá, de onde virão companheiros da luta pela terra. Companheiros que são assentados da Frente Nacional de Luta (FNL), do José Rainha, que recentemente saiu a público para convocar o ato. As caravanas dão uma dimensão da grandeza do ato, literalmente de norte a sul do País virão ativistas para essa atividade. Isso tudo mostra a grande disposição para a luta em defesa do povo palestino.”

A preparação para o ato, nesse sentido, envolve esforço e organização militante em todos os aspectos. Venha prestigiar essa grandiosa atividade, trazendo seus colegas e conhecidos para a Praça Oswaldo Cruz, no dia 30 de junho, às 9h, na Avenida Paulista, em São Paulo, capital.

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