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Diário Causa Operária

EUA, Reino Unido e Irã na Análise Internacional

Programa conta com participação de Rui Costa Pimenta e Robinson Farinazzo, sempre às segundas-feiras

Nessa segunda-feira (8), foi ao mais uma edição do programa Análise Internacional, do canal do Diário Causa Operária no YouTube. Apresentado por João Jorge Caproni Pimenta e Henrique Áreas, o programa recebe regularmente Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), e Robinson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, para comentar os principais temas da política mundial.

Rui Costa Pimenta iniciou o programa abordando a recusa de Joe Biden em renunciar à sua candidatura, apesar da crescente crise interna no Partido Democrata:

“A situação norte-americana evoluiu um passo adiante, agora há uma crise dentro do partido democrata no que diz respeito à cúpula. Antes já havia a crise na base. É uma queda de braço entre provavelmente a atual equipe do governo e outros setores. O Biden pode acabar isolado nisso.”

Segundo Pimenta, o Partido Democrata enfrenta um dilema sem precedentes: trocar Biden pode significar perder o controle político, mas mantê-lo no cargo é igualmente arriscado:

“É inédito. É igual ao filme do El Cid, o homem morre, então amarram ele no cavalo e o levam amarrado no cavalo para a guerra. Esse é o Biden, é uma situação muito dramática. O comandante destacou o problema dos quadros, é uma realidade. O problema para os democratas é que os líderes se esgotaram”.

Ele ressaltou ainda que a crise é agravada pela falta de alternativas viáveis dentro do partido:

“Se colocar Kamala Harris, Clinton, Obama não ganha eleição. Se colocar um desconhecido que pode vencer, eles não vão conseguir controlar a pessoa. Nesse momento eles não têm flexibilidade para colocar qualquer pessoa. É um beco sem saída. Acham que não há alternativa para o Biden”.

Quando questionado sobre a diferença entre Biden e Lula, Pimenta destacou a distinção entre os cenários políticos dos Estados Unidos e do Brasil:

“Bolsonaro e Trump fazem parte de uma realidade semelhante: a decadência do regime político liberal pseudo-democrático. Ele causa um enorme sofrimento à população e ainda há as loucuras do identitarismo. O Trump é um candidato da burguesia dos EUA, mas de um setor secundário. Não é candidato do complexo político, econômico e militar do imperialismo. Essa é a diferença para Biden”.

O presidente do PCO enfatizou que, apesar das diferenças, ambos os líderes representam desafios significativos para suas respectivas nações. No entanto, ele aponta que o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil enfrenta seus próprios problemas internos:

“O PT não é o partido democrata. Os democratas estão escondidos atrás do PT. O melhor seria o PT se livrar desse setor, mas não parece que Lula irá se livrar desse pessoal. Já o bolsonarismo é uma força política que não pode ser menosprezada”.

Quando perguntado sobre o Irã, Rui Costa Pimenta rejeitou a ideia de que o Aiatolá Ali Khamenei tenha sido derrotado pelo imperialismo nas eleições:

“A esperança do imperialismo e da imprensa burguesa brasileira é vã. Seria melhor o outro candidato, mas isso não mudará nada de essencial, principalmente na política externa. A política externa está montada por uma base muito sólida. Há um consenso na sociedade iraniana, não há essas grandes divergências que a direita afirma existir”.

Já sobre as recentes eleições na Inglaterra, Pimenta criticou o sistema eleitoral e a vitória da direita pró-OTAN:

“Uma burguesia que critica vários países do mundo por falta de democracia deveria explicar para o mundo como um partido que tem 30% dos votos tem 60% dos parlamentares. Esse é o sistema de voto distrital. Esse voto distrital é uma espécie de fraude institucionalizada”.

Ele também destacou que a vitória do Partido Trabalhista, liderado por Keir Starmer, não representa um verdadeiro avanço para a esquerda:

“Essa vitória não é uma verdadeira vitória. Foi um golpe de mão dado na eleição. Esse golpe não foi contra a extrema direita, foi contra a esquerda. Starmer expulsou milhares de pessoas do Partido Trabalhista, uma das vítimas do expurgo foi o próprio Jeremy Corbyn. Esse expurgo foi feito em grande medida pela ‘luta contra o antissemitismo’. Isso porque a cúpula do partido é ferozmente sionista. Falar em vitória da esquerda é jogar areia nos olhos dos trabalhadores. Isso foi uma vitória da direita imperialista”.

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