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Eleições

Crise nos EUA chega à cúpula do Partido Democrata

Após fiasco durante debate com Trump, atual presidente dos EUA sofre pressão de partidários e empresários sobre se manter ou não como candidato pelos democratas

Há muito tem se especulado sobre a saúde mental e física do atual presidente norte-americano. Nos últimos dias cenas protagonizadas por Joe Biden em discursos, encontros e eventos tem virado motivos de chacota contra o presidente dos Estados Unidos e a sigla a qual pertence, os Democratas.

A situação se agravou logo após o debate entre Biden e Trump. O atual presidente parecia muito perdido, com respostas claramente desconexas e fora da realidade. O próprio Biden, após a sessão de horrores protagonizadas entre os dois principais candidatos a presidência dos EUA, teria falado: “Eu estraguei tudo” e que “eu cometi um erro”.

O fato curioso é que esta é a primeira vez que um debate entre os principais candidatos ao governo dos EUA acontece tão cedo, ainda que nenhum dos dois tenha sido nomeado oficialmente pelos seus partidos. Essa antecipação gerou uma série de especulações nas redes sociais e meios de comunicação, visto que as eleições estão previstas para acontecer em cinco de novembro e o próximo debate está marcado para 10 de setembro.

Por ser também a primeira vez que um canal privado de televisão organizou a discussão, em vez da neutra Comissão Presidencial de Debates, que cede o sinal às emissoras, foram levantadas algumas teorias. Teriam os Democratas organizado o debate para medir as capacidades de Biden diante do oponente? Teriam sido os Republicanos os orquestradores da manobra para mostrar o quanto Biden está senil? Enfim toda a especulação leva ao mesmo caminho, Biden irá conseguir se manter em campanha e se acontecer, governar o país por mais quatro anos?

Um radialista da Filadélfia, o apresentador de rádio Earl Ingram disse neste sábado (6) que os assessores de Biden o procuraram diretamente para a entrevista que Biden fez na quinta-feira (4), e lhe enviaram uma lista de quatro perguntas com antecedência, sobre as quais não houve negociação. Essa entrevista seria uma espécie de tentativa de limpar a barra do presidente diante do fiasco do debate.

“Eles me deram as perguntas exatas para fazer”, disse Ingram, cujo programa “The Earl Ingram Show” é transmitido em todo o estado em 20 emissoras de Wisconsin, à Associated Press. “Não houve idas e vindas.”

A pressão sobre a continuidade de Biden na campanha tomou conta de toda imprensa norte-americana e mundial. Setores do próprio partido Democrata começaram, diretamente ou discretamente, pedir para o atual presidente ser substituído. A vice-presidente, Kamala Harris, é uma das cogitadas na sucessão. Mulher, Negra seria um prato cheio para o discurso imperialista identitário.  A outra pessoa que chega mais perto de Trump nas pesquisas eleitorais é a ex-primeira dama Michelle Obama.

Além do mais, com Harris, as doações de campanha feitas até o momento estariam seguras, ao contrário se o partido tentar arriscar outra pessoa além da chapa, o que pode dar problema com o dinheiro recolhido. Ou seja, se Biden desistir da disputa, seus cerca de US$ 91 milhões em doações de campanha podem ser canalizados para Harris para uso em uma candidatura de 2024, embora se outro indicado for selecionado, o processo de canalizar doações para eles pode se tornar complicado. Outro candidato, a transferência seria limitada por lei.

Ainda, o jornal norte-americano The New York Times divulgou informações de que o dr. Kevin Cannard, um neurologista especializado em tratamento de distúrbios de movimentos, realizou visitas à residência oficial, Casa Branca, 8 vezes em 8 meses, de julho de 2023 a março de 2024. A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse nesta 2ª feira que Joe Biden, não está em tratamento contra a doença de Parkinson.

O fato é que Biden tem maioria dentro do partido em favor da sua candidatura e reafirmou que não vai renunciar.  Uma matéria, publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post nesta terça-feira (9) traz a seguinte manchete: “os democratas da Câmara sutilmente começam a aceitar que Biden pode estar na corrida para ficar”. “Ao saírem da sede do Comitê Nacional Democrata, alguns democratas da Câmara expressaram breve apoio à candidatura de Biden e, às vezes, fizeram comentários forçados aos repórteres. E enquanto muitos descreveram a reunião como positiva para Biden (…)” aponta Washington Post.

Apesar disso, outros jornais continuam mostrando posições de lideranças e doadores do partido Democrata pedindo a renúncia de Biden. Toda essa situação tem mostrado uma cisão no interior da ala direitista do partido. Não é uma crise em relação às posições do governo Biden e as ações imperialistas nas guerras contra os oprimidos pelo mundo, mas uma diferença. Se Biden pode e se está apto, para seguir em campanha ou mesmo governar o país no próximo mandato.

O caso é que Biden não parece que está com suas faculdades mentais regulares e temos na presidência da maior potência economia e bélica do mundo uma pessoa maluca. O que mostra a decadência do imperialismo. Durante sua tradicional Análise Política Internacional, Rui Costa Pimenta comentou o caso.

“É difícil de entender o que está acontecendo porque o Biden não resistiria em um esforço puramente pessoal. Não vi qual é a posição dos grandes nomes do partido Democrata. Por exemplo, os Clinton [diz que Bill Clinton foi tentar convencer o Biden a sair, mas também diz a imprensa que metade do Congresso diz que ele tem que ficar]. Quer dizer, não é uma teimosia dele individual, é uma luta de facções dentro do Partido Democrata. [dá pra ele mesmo na loucura ganhar?]. É possível, muito difícil, mas possível. Até porque tem o problema da fraude.” – Afirma Pimenta

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