Movimento sindical

Confira atualizações sobre a greve dos técnicos em educação

Nada de arrocho salarial para os servidores! Trabalho decente e redução de jornada já!

A greve dos técnicos em educação, os servidores públicos com os piores salários do Executivo, Legislativo e Judiciário, iniciada no dia 11 de março, completa, nessa quarta-feira (22), 72 dias. A federação da categoria soma 66 universidades de greve, ou seja, todas as universidades do Brasil. O Comando Nacional de Greve conta com a presença de delegados de todas as bases em greve e se reúne em Brasília, na base central que é o SINTFUB, situado na Universidade de Brasília (UnB). O CNG se reúne diariamente para tratar dos rumos da greve no auditório Antônio Rodrigues e na praça Chico Mendes.

O percentual de paralisação entre todas as universidades de greve é, em médio, maior que 60%. Os comandos locais foram estabelecidos e enviam, a cada semana, novos delegados para o CNG para comporem os trabalhos que, em nível nacional, serão desenvolvidos e orientarão as bases dos sindicatos que compõem a Fasubra.

A categoria iniciou a greve por propostas históricas da categoria: reajuste salarial, reestruturação da carreira e reivindicações sem impacto financeiro em primeiro momento. Todos os três pontos são discutidos em mesas de negociação diferentes e os dois primeiros, que têm impacto financeiro, têm recursos diferentes destinados para as negociações.

Reajuste Salarial

O reajuste salarial proposto pelo governo não contempla a categoria. Vale lembrar que a categoria tem os piores salários do Executivo federal, com salários iniciais beirando 1.400 reais. O reajuste para o ano de 2024 é, portanto, fundamental para trazer dignidade aos trabalhadores que estão anos a fio sem reajuste algum. Ao mesmo tempo, o reajuste de 2023 dado pelo governo federal não supre as necessidades dos trabalhadores.

O governo ofereceu reajuste de 0% em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026. Proposta essa que foi amplamente rejeitada pelas bases da federação.

Reestruturação da carreira

A reestruturação da carreira é uma reivindicação antiga e é a principal bandeira da greve dos servidores. Conta com orçamento separado em relação ao reajuste salarial e é a carreira com os piores salários do governo. A carreira é composta por cinco níveis, sendo E – nível superior, D – nível médio, C – nível médio, B – nível auxiliar e A – nível auxiliar. Os cargos A, B e C foram praticamente extintos, restando na ativa quase 80% de nível D e E, sendo o D a ampla maioria dos trabalhadores em atividade.

A proposta da categoria é que o governo seja coerente na reformulação da carreira e equipare os salários de nível auxiliar, médio e superior às demais carreiras do Executivo.

Já com relação aos percentuais, o que melhor se enquadra para a categoria são os percentuais que menos distanciam um cargo de outro e, nesse caso, a proposta mais coerente é aquela que estabelece o nível E como referência do vencimento base e coloca os demais cargos em função do nível E, sendo o nível D 80%, nível C 65%, nível B 55% e nível A 45% em relação ao nível E.

Proposta de mobilização

Um setor do governo federal, controlado e/ou pressionado pelo capital financeiro, tenta segurar o orçamento público para atender aos interesses dos banqueiros por meio, dentre outras coisas, dos juros da dívida pública. A categoria não deve aceitar a política de déficit zero. Nada de arrocho salarial para os servidores! Trabalho decente e redução de jornada já! Essas reivindicações devem levadas às ruas para que a greve possa, finalmente, atingir os seus objetivos.

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