Genocídio em Gaza

Cisjordânia: trabalhadores fazem greve geral após massacre

Novo massacre israelense em Rafá fez com que a população tomasse as ruas contra o Estado nazista de "Israel"

Na noite deste último domingo (26), o exército nazista de “Israel” foi responsável por mais um massacre. 45 palestinos foram assassinados após um ataque aéreo israelense contra um acampamento de refugiados no noroeste da Rafá. O bombardeio colocou o acampamento em chamas, causa da morte de muitos dos civis assassinados durante o ataque sionista, que foram carbonizados.

Entretanto, este crime hediondo perpetrado pela ocupação sionista deve se agravar ainda mais, dado que 249 palestinos permanecem feridos, muitos dos quais estão em estado crítico e podem, nos próximos dias, morrer.

Além disso, dos 45 assassinados, 23 são crianças, mulheres e idosos. “Queimaram pessoas vivas”, afirmou um sobrevivente do massacre à emissora catarense Al Jazeera. Ele também relatou que o ataque aéreo “queimou um quarteirão inteiro”.

“Estávamos sentados em barracas e, de repente, o acampamento foi bombardeado. Perdi cinco pessoas da minha família, todas completamente queimadas, inclusive mulheres grávidas. Todas as vezes nos disseram que essa área era segura até sermos bombardeados […] Saímos da área a leste de Rafá para o oeste da cidade, pensando que há segurança, mas agora não há lugar seguro em Gaza. Há massacres por todo o lado”, disse Majed al-Attar, um palestino que já havia se deslocado na bombardeada Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza.

Diante deste horrendo massacre, um dos piores já cometidos por “Israel” desde 7 de outubro de 2023, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe), por meio de comunicado oficial, convocou o povo palestino e os oprimidos de todo o mundo a intensificarem sua mobilização contra o Estado terrorista israelense. Confira, abaixo, a nota na íntegra:

“Em nome da Alá, o clemente, o misericordioso

Chamamos nosso povo, nossa nação e os povos livres do mundo a intensificar as atividades públicas de indignação e pressão para pôr um fim à agressão e à guerra de genocídio.

À luz do horrendo massacre sionista nesta noite, cometido pelo exército de ocupação criminosa contra as tendas de pessoas deslocadas a oeste da cidade de Rafá, que resultou no martírio de dezenas de civis, a maioria mulheres e crianças, assim como a continuação da guerra de genocídio contra nosso povo na Faixa de Gaza, convocamos as massas do nosso povo na Cisjordânia, al-Quds, o interior ocupado e o exterior a se levantarem e realizarem marchas de indignação contra o massacre sionista incessante contra nosso povo na Faixa de Gaza.

Também apelamos aos povos da nossa nação árabe e islâmica e aos povos livres de todo o mundo a intensificar o movimento e as atividades de denúncia da guerra de genocídio e a pressionar pela ruptura das relações com essa entidade criminosa que continua a desdenhar a comunidade internacional e as resoluções da ONU, especialmente a recente decisão da Corte Internacional de Justiça, que exigiu que cesse sua agressão e invasão de Rafá.

Movimento de Resistência Islâmica – Hamas

Domingo: 18 de Dhul-Qi’dah de 1445 AH

Correspondente a: 26 de maio de 2024

A população, por sua vez, prontamente atendeu ao chamado do Hamas. Já na segunda-feira (27), foram registradas diversas manifestações na Cisjordânia ocupada em resposta ao massacre israelense. Palestinos foram às ruas em Jenin e em Ramala, bem como no campo de refugiados de Al-Baqaa, na Jordânia. Ademais, em Jenin e em Hebrom, foi deflagrada uma greve geral. Lojas, restaurantes, mercados e outros negócios foram fechados ao longo do dia.

A ocupação, continuando seus crimes, reagiu à mobilização dos palestinos na Cisjordânia.  Segundo relataram testemunhas à agência de notícias turca Anadolu, poucas horas após o início dos protestos, o exército sionista explodiu veículos palestinos em Kafr Dan, perto de Jenin.

No resto do mundo, a população também foi às ruas denunciar o genocídio perpetrado por “Israel” em Gaza. Em Paris, capital da França, dezenas de milhares de manifestantes gritavam “vida longa à luta do povo palestino!”; em Istambul, Turquia, a população realizou um ato na frente do Consulado de “Israel”; na África do Sul, na Cidade do Cabo, dezenas de milhares também foram às ruas; na capital do Senegal, Dacar, também foi registrado um protesto em defesa da Palestina organizado pela Organização Africana de Mediação, Governação e Resolução de Conflitos e pela Embaixada da Palestina em Dacar.

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