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Europa

Áustria aprova €18 bi em armas para apoiar genocídio palestino

Apesar do dinheiro e de toda a propaganda de guerra, o projeto de fortalecer e apoiar “Israel” está indo por água abaixo

O portal de notícias árabe Al Mayadeen, denunciou em recente coluna a campanha feroz armamentista na Áustria e sua cumplicidade ao genocídio de palestinos na Faixa de Gaza. A matéria denuncia que após nove meses de bombardeios, somando mais de 37 mil mortos na Palestina, sendo 16 mil crianças, o estado austríaco segue impulsionando, por meio da imprensa, a propaganda sionista. O motivo, além de político, seria também econômico: os acordos multibilionários em euros com as empresas sionistas de “Israel” e outras fabricantes militares europeias e norte-americanas.

O papel da imprensa no apoio ao genocídio em Gaza

Nos primeiros dias da operação Dilúvio de Al-Aqsa, a operação que após 76 anos de opressão sionista, pôs “Israel” de joelhos, era natural a imprensa imperialista apoiar de forma enérgica a propaganda dos israelenses e propagar todo tipo de mentira. Passados nove meses, seria esperado, porém, que os crimes de “Israel” fossem alvo de uma ampla reprovação, com a verdade vindo à tona.
Cerca de 70% das vítimas das forças sionistas são mulheres e crianças, sendo esta a guerra que mais matou intencionalmente mulheres e crianças, guardando as proporções. No entanto, a imprensa austríaca seguiu fielmente a política do imperialismo e bombardeia a população com notícias vindas diretamente do Hasbará, o aparato de propaganda sionista.

Sustentar o insustentável Estado de “Israel”

A crise imperialista aumentou exponencialmente após o conflito Rússia-OTAN, no qual a Áustria como serva da OTAN, dedicou-se inteiramente ao apoio à Ucrânia. Desde então, o país europeu vem intensificando uma campanha armamentista (‘defesa nacional’, ‘militarização e armamento’), logicamente, trazendo lucros exorbitantes à indústria bélica.
O chanceler austríaco, Karl Nehammer, cunhou o termo “Neutralidade Ofensiva”, sendo a política de Estado que promove uma “neutralidade que precisa ser defendida ‘militarmente’”. A imprensa promove uma série de artigos relacionados a militarização do país, defendendo que a juventude precisa se apegar a ideia de “defender o país pela força das armas”.
A campanha nacional se iniciou em 2023, quando a Áustria decidiu participar do projeto europeu, “Skyshield Iniciative”, porém com os acontecimentos em “Israel”, o armamentismo aumentou consideravelmente. O orçamento para os militares foi aprovado com 4 bilhões de euros, 700 milhões a mais que no ano anterior e, 18,1 bilhões no total, até o ano de 2027. Esses dados constituem o maior investimento em armas dos últimos 20 anos do país.
Vale a pena ressaltar que os bilhões e bilhões de euros estão sendo canalizados para indústrias especialmente israelenses e norte-americanas. 1,8 bilhões de euros foram gastos em 225 veículos blindados, Pandur Evolution, produzidos pela austríaca SSF (Steyr Spezial Fahrzeuge), contratada pela GD (General Dynamics), indústria norte-americana, por sua vez, fornece armamentos pesados a “Israel” há décadas e os envia regularmente para serem usados na Faixa de Gaza; 2008, 2009, 2012, 2014, 2021 e 2022, além do genocídio perpetrado atualmente.
Outras centenas de milhões são endereçados para a gigante israelense de drones, Eslait. Segundo o blog Military Leak, 300 milhões de euros foram gastos para o fornecimento de sistemas de armas WS4 Panther a serem construídos nos porta-aviões Pandur Evolution, mencionados anteriormente.

Investimento num projeto colonial e supremacista falido

 

Apesar de todo esforço da Áustria e do imperialismo, o Estado de “Israel” está ruindo e sofrendo derrotas militares e políticas inéditas, provocadas pela Resistência Palestina (FPLP, FDLP, Jiade Islâmica, Hesbolá, os iemenitas e, fundamentalmente, o Hamas). Todo investimento está sendo destroçados pelas forças da Resistência na Faixa de Gaza, diariamente.
O volume de investimentos é enorme, mas a situação em Tel Aviv nunca foi tão catastrófica e a crise do estado sionista, escancara uma crise ainda maior do imperialismo, perdendo o seu principal elo de dominação no Oriente Próximo. Não será o dinheiro e a militarização austríaca que salvará a derrubada do estado nazista de “Israel”.

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