Valéria Guerra

Jornalista (UMESP), historiadora, atriz com DRT-RJ, escritora, colunista do 247, PCO, e do meu site (https://guerraluz.prosaeverso.net/); mestre em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento e na Educação; professora do Estado do RJ na cadeira de biologia, poetisa e ativista contra a desigualdade no Brasil e no mundo.

Coluna

A virtude se aperfeiçoa na dificuldade

Eu espero, assim como muitos, que o presidente se torne um homem bicentenário e que lutando contra a desigualdade consiga romper com o bloco imperialista

Estupro, liberdade de expressão, taxas de juros altas, animosidades no Parlamento e identitarismo exacerbado são pautas recorrentes e todas nascidas de um ventre imperialista.

E esta etapa superior do capitalismo vem aferroando e embotando a sociedade brasileira: com seus alunos obrigados a se submeterem a uma Reforma indecorosa do Ensino Médio, assim como outros dilemas sociais, especialmente no campo que educa e faz crescer o IDH.

Temos um mandatário oriundo da pobreza. E lembramos do status quo nacional secular: espoliados x exploradores.

“O período 2003-2011, a despeito de alguns anos de crise, foi marcado pela retomada do crescimento econômico, pela valorização cambial e pela mudança nos termos de troca do comércio internacional, com a valorização do preço das commodities exportadas pelo Brasil. Além disto, o aumento da geração de emprego no mercado de trabalho, a valorização do salário mínimo e expansão dos programas de transferências assistenciais contribuíram para aumentar a renda das famílias brasileiras em geral e beneficiar preponderantemente as mais pobres. Desta forma, entre 2003 e 2011, a proporção de pobres caiu praticamente à metade, de 22,6% em 2003 para 10,1% em 2011”.

O registro acima, oriundo dos anais, nos indica que o país dos golpes e ditaduras conseguiu fundar Partidos Populares, que sentam em bancos: ora mais perto da esquerda, ora da direita, porém ainda seguindo a cartilha dos ditames neoliberais.

Não deve ser fácil ter mil sonhos socialistas, e nem tantas possíveis ações neste (mesmo) campo. Mas como bem disse o professor Chico Teixeira: “A única coisa boa do governo Lula é o Lula”. E agora?

Eu espero, assim como muitos, que o presidente se torne um homem bicentenário e que, lutando contra a desigualdade, consiga romper com o bloco imperialista de dentro e de fora: aperfeiçoando suas virtudes nas dificuldades. E que através de mais dois mandatos (ao lado do povo) vença as intempéries ocasionadas pelos abutres outsiders da direita aliançada.

Caso isto não ocorra, os vampiros da ultradireita poderão sugar (na totalidade) os pescoços da Esquerda e do povo.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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