São Paulo

Todos às ruas pela reestatização da Sabesp!

Os trabalhadores precisam sair às ruas para defender as estatais e para que o patrimônio roubado seja retomado

É fundamental que os trabalhadores saiam às ruas em defesa da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), adotando uma nova política de mobilização para proteger o patrimônio da população paulistana, entregue à sanha dos tubarões das finanças pelo funcionário do imperialismo no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Urgentemente, é necessário não apenas combater o aprofundamento e a total entrega da Sabesp, mas também lutar pela sua reestatização. Devemos batalhar para que os lucros bilionários da estatal sejam direcionados para reinvestimento e atendam às necessidades da população de São Paulo, em vez de beneficiar os capitalistas.

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) representa um cemitério das reivindicações da população, evidenciado pela aprovação da privatização da Sabesp com 62 votos a favor e apenas um contrário. Somente a mobilização dos trabalhadores nas ruas pode alterar essa realidade.

A Sabesp é uma empresa nacional no regime de sociedade anonima de capital aberto, negociadas na B3 de São Paulo e na Bolsa de Nova York. Ela detém o direto a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no Estado de São Paulo.

Hoje o governo de São Paulo controla 50,3% das ações da Sabesp, sendo seu sócio majoritário. Lucrativa, a empresa apresentou um balanço positivo de R$2,3 e R$3,12 bilhões nos anos de 2021 e 2022, respectivamente.

Não há justificativa para a sua privatização. A empresa tem lucros bilionários, evidenciando que a operação é um verdadeiro assalto ao patrimonio público e no seu direito a serviços básicos adequados. Essa manobra não oferece nenhum benefício à população, apenas perdas.

Assim como ocorreu no Rio de Janeiro em 2021, Claudio Castro privatizou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro – CEDAE. O resultado foi ausência de investimentos no atendimento aos clientes, sucateamento das instalações usadas pelo serviço de saneamento, aumentos abusivos das tarifas e uma política criminosa de corte no fornecimento dos inadimplentes.

Em defesas realizadas da privatização, o governador “bolsotucano” Freitas, deixar transparecer dois pontos que chamam a atenção e demonstram qual a motivação para o processo:

“A Sabesp”, disse em primeiro lugar, “é a grande privatização do Brasil hoje. Você vai lá para fora e só se quer saber disso. Todo o mundo interessado (na Sabesp)”, concluiu, deixando escapar que a questão é o interesse do “mundo”, em outras palavras, a ganância do imperialismo.

“Se no governo federal o termo privatização se tornou tabu, em São Paulo tornou-se palavra de ordem”, continua Tarcísio. Aqui o governador aponta que com a objeção mesmo tímida do PT a privatizações, na esfera federal, os capitalistas voltaram suas esperanças de morder o patrimônio brasileiro para o estado de São Paulo, um estado refém do dos tucanos por décadas.

Tomar as ruas

Esse é o momento dos trabalhadores voltarem as ruas, unificando ao máximo as categorias operárias dos serviços de natureza industrial, como saneamento e transportes, para barrar essa ofensiva do imperialismo e seus serviçais no Palacio Bandeirantes. Toda população está sendo atacada em diversos pontos das suas condições básicas de vida.

É preciso mobilizar, todos os trabalhadores contra esse ataque. Derrubar a rapina, reivindicando a reestatização de todo o patrimonio público entregue aos capitalistas.

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