Análise Política da Semana

Rui Pimenta: “Que todos que condenaram o Hamas se redimam”

O presidente do PCO abordou questões cruciais sobre censura, liberdade de expressão e o conflito na Palestina

Na última edição da “Análise Política da Semana”, transmitido pela Causa Operária TV neste sábado (25), o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, abordou questões cruciais sobre censura, liberdade de expressão e o conflito na Palestina, lançando luz sobre debates acalorados que têm dominado não apenas o cenário político brasileiro, mas também as discussões globais.

Censura e Liberdade de Expressão

Rui Costa Pimenta expressou preocupação com a crescente onda de censura, iniciada sob a premissa de combater o racismo. Ele destacou a importância de erradicar a discriminação racial, mas alertou sobre os perigos de uma “censura do bem”, que, inicialmente voltada para coibir expressões racistas, expandiu-se para abarcar qualquer fala considerada ofensiva para grupos étnicos, religiosos, mulheres, LGBTs e até mesmo contra os chamados “gordos”. O presidente do PCO apontou que a política de censura, embora tenha começado com boas desculpas, foi manipulada para restringir a liberdade de expressão e, fundamentalmente, para silenciar posições políticas divergentes.

“O que as pessoas que defenderam isso não sabem é que, na política geral, quando a classe dominante impulsiona uma determinada política, essa política nunca, em hipótese alguma, é feita com objetivos benéficos para nenhum setor da situação”, disse Rui, ressaltando que “o pessoal esqueceu desse pequeno problema”.

“O objetivo verdadeiro da censura é este: a censura às posições políticas.”

Conflito na Palestina

Rui também destacou as tentativas bárbaras e crescentes de censurar críticas ao sionismo e ao Estado de Israel. Ele mencionou o caso de Breno Altman, jornalista e membro do PT, acusado de antissemitismo, questionando a lógica por trás dessa acusação, especialmente considerando sua própria origem judaica. “A gente sabe que o ódio aos judeus indiscriminadamente é uma histeria política”, destacou, denunciando que “ninguém estimula uma política dessa se não estiver em grande histeria”, pois, “em geral, não é algo corriqueiro”.

O caso do Breno Altman abre caminho para uma censura generalizada às críticas ao sionismo e ao Estado de Israel. Criticar o Estado de Israel não faz de alguém um racista, como enfatizou o presidente do PCO. O Estado sionista é a forma perfeita do que os bôeres tentaram fazer na África do Sul. “Todo dia um palestino é expulso de casa”, conforme disse Rui, ressaltando que “sua terra é roubada” e “ele é jogado para fora de sua casa todo santo dia”.

“Em 75 anos, eu tenho certeza absoluta que não passou um único dia que isso não tenha havido lá. O número de palestinos que vive fora da Palestina está na ordem de 5 milhões, com mais um milhão vivendo no que é chamado de território de Israel.”

O combate ao Estado de Israel é, fundamentalmente, o combate à uma ideologia supremacista branca e racista.

Ele denunciou a pressão exercida por grupos sionistas, inclusive a CONIB (Confederação Israelita do Brasil), demonstrando que tais ações visam desmobilizar manifestações e restringir a liberdade de expressão sobre a situação na Palestina, pois apenas debaixo de muita censura que a população mundial aceitaria tamanhas atrocidades.

Capitulação da Esquerda

O presidente do PCO criticou a suposta capitulação da esquerda brasileira diante do fascismo. “Os principais partidos da esquerda brasileira não estão sequer fazendo campanha pela defesa da Palestina”, denunciou, mostrando a total farsa do chamado combate ao fascismo.

Quando era para apoiar o Alexandre de Moraes, “brucutu do Estado capitalista”, nas palavras do companheiro, “eram todos valentes, mas agora ficam calados”. Em parte porque recebem dinheiro de ONGs que apoiam o sionismo, em parte porque os próprios partidos de esquerda estão tomados pelo sionismo.

Sobre isso, no entanto Rui fez questão de apontar para uma verdade que tem confundido alguns elementos nas redes sociais: o sionismo de esquerda é a mesma coisa que o sionismo de direita. “Ou você é antissionista ou é sionista, não tem outra coisa”. Nas suas palavras, “não dá para inventar o círculo quadrado”. O sionismo é uma ideologia sobretudo supremacista, tal qual o nazismo. É incompatível a qualquer um dito de esquerda apoiar tal mentalidade.

Hamas

O último assunto abordado na Análise foi a farsa da história de terrorismo do dia 7, pois, como mencionou o próprio Rui, “há várias declarações que contam que metralharam todo mundo, sem saber quem era refém e quem era do Hamas”. Confira sua fala sobre o assunto:

“A direita mente conscientemente do que está fazendo, mas muita gente estúpida da esquerda, quando ouviu falar que o Hamas tinha matado pessoas, bebês e mulheres, começaram a propagar essa mentira. Nós não sabemos a história completa, mas que tudo que foi contado no começo era mentira, era mentira.

O dito ‘pior ataque contra os judeus desde a segunda guerra mundial’ não aconteceu. É uma mentira. Não sabemos de fato se o Hamas matou um ou outro. Não vou afirmar algo que não sei. Mas que o exército israelense matou um monte de gente no próprio dia 7 de outubro já é um fato. A história da rave já caiu por terra completamente.

No começo, o pessoal estava dançando e o Hamas fuzilou todos. Agora a história já é de troca de tiro de policiais com o Hamas e já apareceu um fato novo: um helicóptero apache, militar, abriu fogo indiscriminadamente; contra militantes do Hamas, reféns e civis.

Esse era um dos principiais tópicos dos terroristas, criminosos e monstruosos do Hamas. Já foi desmentido. Falaram que o Hamas queimou corpos, mas isso, de cara, não aconteceu. Os corpos foram queimados por explosões de alta intensidade de cara.

Está na hora de exigirmos de todos que condenaram o Hamas que se redimam.”

A Análise Política ocorre todo sábado, às 13h, na Causa Operária TV.

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