Fim da trégua

Retomando os bombardeios em Gaza, Israel já matou mais de 100

No entanto, ao mesmo tempo que os bombardeios são retomados, as organizações armadas do povo palestino (e as que o apoiam) retomam sua resistência feroz ao monstro sionista

Em mais uma mentira da máquina de propaganda sionista, o governo de “Israel” anunciou, nessa sexta-feira (1º), que o Hamas teria violado a trégua iniciada no dia 24 de outubro. Então, utilizou isso para retomar os bombardeios sistemáticos e genocidas contra a Faixa de Gaza.

Contudo, conforme relatado por jornais locais palestinos, mesmo durante a trégua, a polícia israelense de ocupação seguiu prendendo dezenas de palestinos na Cisjordânia ocupada, inclusive invadindo residências locais para essa finalidade. Apenas no dia 30, fora 41 cidadãos presos. Enquanto “Israel” soltava palestinos de suas masmorras, como parte do acordo de trégua, seguia encarcerando mais.

No mesmo dia 30, foi noticiada que o Hamas propunha a extensão da trégua por mais um dia, oferecendo a libertação “sete prisioneiros, incluindo mulheres e crianças, bem como os corpos de três que foram mortos no bombardeamento de Gaza”.

Apesar disso, no mesmo dia 30, conforme relatado por correspondente local em Gaza do jornal libanês Al Mayadeen, as lanchas israelenses continuam seu violento bombardeio nas costas das cidades de Deir al-Balah e Khan Younis.

Detenções de palestinos também se seguiram, com 26 profissionais de saúde, incluindo o Diretor Geral do Complexo Médico Al-Shifa, presos pelos israelenses, conforme informações do Ministério da Saúde de Gaza.

Apesar da tentativa do Hamas e da resistência palestina em estenderem a trégua, “Israel” seguiu em seus ataques, em especial à Cisjordânia. E agora, nesse dia 1º, retomou com força total os bombardeios em Gaza.

Até o fechamento desta edição, já se constatavam pelo menos 110 mortos, inclusos três jornalistas, conforme informações do Ministério da Saúde de Gaza. Os bombardeios destruíram pelo menos uma casa e edifícios adjacentes em Khan Younis, deixando várias pessoas sob os escombros. E, novamente, bombas foram lançadas contra ambulâncias perto do Complexo Médico Al-Shifa, assassinado vários paramédicos palestinos.

Até agora, o genocídio perpetrado pelo sionismo já resultou no assassinato de mais de 15.000 palestinos, inclusas pelo menos 6.150 crianças e 4.000 mulheres. O total de feridos já ultrapassa 36.000, do qual 75% é de crianças e mulheres, mostrando a intenção genocida do Estado sionista. Contudo, os números de mortos estão subestimados, pois o de desaparecidos já ultrapassa 6.800. Isto apenas em Gaza.

Na Cisjordânia, onde não houve absolutamente nenhuma trégua, os “colonos” (milícias fascistas do sionismo) seguiram matando palestinos: 242 mortos, inclusas 57 crianças. Aliás, nesta quinta (30), um “colono” assassinou uma mulher grávida a facadas, conforme já noticiado por este Diário.

Com a retomada dos bombardeios criminosos, a fronteira de Rafá voltou a ser fechada, impedindo a entrada de ajuda humanitária a Gaza pelo Egito, segundo a Reuters, ao citar fontes do governo egípcio.

Ocorre que o Estado sionista vem tentando varrer Gaza e os palestinos do mapa desde o dia 7 de outubro. No entanto, mesmo após milhares de toneladas de bombas despejadas sobre o enclave, o assassinato de milhares de mulheres e crianças, e mesmo com a invasão terrestre da região norte de Gaza, as Forças de Defesa de “Israel” não conseguiram conquistar objetivos militares significativos.

Por outro lado, a resistência, liderada pelo Hamas, promoveu pesadas baixas nas tropas sionistas através de uma eficiente guerra de guerrilhas, resultando inclusive em deserções nas fileiras israelenses, conforme já noticiado:

Tropas israelenses se recusam a enfrentar resistência palestina

Estes fatos forçaram “Israel” a aceitar uma trégua, configurando uma profunda e desmoralizante derrota. O que, por sua vez, não foi bem aceita pelo setor de extrema direita da política israelense e do governo Netanyahu (que, por si só, já é de extrema direita), o qual pressionam o primeiro-ministro a intensificar o genocídio.

No entanto, ao mesmo tempo que os bombardeios são retomados, as organizações armadas do povo palestino (e as que o apoiam) retomam sua resistência feroz ao monstro sionista. O Hesbolá soltou declaração oficial elevando o tom e acusando diretamente os Estados Unidos de estarem por trás da decisão de “Israel” de retomar os bombardeios. Veja abaixo a declaração de Ali Damush, vice-presidente do conselho executivo do partido:

“Esta guerra desde o início tem sido a guerra da América contra o povo palestino, e todas as posições estadunidenses e o curso dos acontecimentos foram indicativos de que a América não é apenas um parceiro, mas é o tomador de decisões sobre o assunto. A resistência em Gaza e em toda a região não permitirá que os israelenses alcancem os seus objetivos nesta guerra e não permitirá que os americanos e os israelenses tenham a vantagem na região”.

Sobre isto, a Resistência Islâmica no Líbano informou que “Os nossos combatentes atacaram a instalação militar israelense de al-Marj, causando baixas confirmadas entre as forças de ocupação”. No mesmo sentido, anunciou que “Alvejamos um grupo de soldados inimigos nas proximidades da instalação militar de al-Marj, utilizando as armas apropriadas”. O posto militar de Ramim também foi atingido pelo Hesbolá.

Ademais, conforme informações do correspondente em Gaza do Al Mayadeen, “a Resistência Palestina lançou hoje a maior barragem de foguetes da Faixa de Gaza, enquanto a Cúpula de Ferro tentou interceptá-la”.

Há também notícias de violentos confrontos entre a resistência e as tropas sionistas na área de al-Tawam, a noroeste da Cidade de Gaza. Além disto, as Brigadas Al-Qassam anunciaram que seus militantes atacaram os invasores israelenses também na área de Shalehat, a oeste da Cidade de Gaza, com morteiros.

Mostrando a solidariedade entre os povos árabes, os houtis, do Iêmen, e milícias iraquianas anunciaram que estão prontas para intensificar seus esforços militares em apoio aos palestinos. As Forças Armadas do Iêmen, em especial, anunciaram que pretendem aumentar a intensidade das ações navais, objetivando bloquear a passagem de navios israelenses através do Mar Vermelho.

O que mostra que se “Israel” já sofreu duas derrotas em menos de dois meses, uma no dia 7 de outubro, e outra no dia 24 de novembro, com a trégua, não seria surpreendente se sofresse outra.

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