Palestina

Quem usa civis como escudo humano é Israel, e não o Hamas

Até mesmo organizações dos "direitos humanos" do imperialismo admitem

O Hamas, sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica, é um partido político que trava, junto de outras organizações, a luta dos palestinos por sua libertação nacional, contra a ditadura de “Israel” e do imperialismo. Por isso, é caluniado pela impressa burguesa como sendo um grupo terrorista sanguinolento.

Dentre as inúmeras acusações específicas para demonizá-los e justificar os crimes contra os palestinos, está a acusação de que o Hamas utiliza civis como escudos humanos para se defenderem das tropas sionistas. Contudo, isso é falso.

Quem usa civis como escudo humano é Israel, e não o Hamas, o que é inclusive constatado por organizações de “direitos humanos” do imperialismo, tais como a Humans Rights Watch e a Anistia Internacional. Inclusive, trata-se de um uso constante, mesmo de crianças.

Conforme informações levantadas pelo sítio MintPress, no ano de 2014, a Anistia Internacional deu a seguinte resposta à alegação de que o Hamas estava utilizando civis como escudo humano:

“A Anistia Internacional está monitorando e investigando tais relatórios, mas não dispõe neste momento de provas de que civis palestinos tenham sido intencionalmente utilizados pelo Hamas ou por grupos armados palestinos durante as atuais hostilidades para ‘proteger’ locais específicos, pessoal militar ou equipamento contra ataques israelenses. Em conflitos anteriores, a Anistia Internacional documentou que grupos armados palestinos armazenaram munições e dispararam foguetes indiscriminadamente a partir de áreas residenciais na Faixa de Gaza, em violação do direito humanitário internacional. Também surgiram relatórios durante o atual conflito do Hamas instando os residentes a ignorarem os avisos israelenses para evacuarem. No entanto, estes apelos podem ter sido motivados pelo desejo de minimizar o pânico e a deslocação; em qualquer caso, tais declarações não são o mesmo que ordenar a civis específicos que permaneçam nas suas casas como ‘escudos humanos’ para combatentes, munições ou equipamento militar. Ao abrigo do direito humanitário internacional, mesmo que ‘escudos humanos’ estejam sendo usados, as obrigações de Israel de proteger estes civis continuariam a aplicar-se.”

Cumpre frisar que a Anistia internacional é uma organização imperialista, de forma que não é suspeita de tomar o lado dos palestinos, mas sim de Israel.

Se de um lado a ONG citada acima constatou que o Hamas não utiliza civis como escudo humano, por outro isso sempre foi um modus operandi oficial das Forças de Defesa de Israel conhecido como “procedimento de vizinhança”, até ser formalmente proibido pelo parlamento (Knesset) em 2005.

Contudo, apesar da proibição formal, a prática continuou sendo amplamente utilizada, conforme a ONG Breaking the Silence, uma organização de veteranos militares israelenses que serviram na FDI desde o fim da Segunda Intifada. Segundo seu sítio, dedicam-se a expor o dia a dia dos territórios ocupados, visando ao fim da ocupação.

Conforme dito, o regime sionista também se utiliza de crianças e adolescentes como escudo humano, como foi o caso da garota Ahed Mohammad Rida Mereb, de 16 anos, que em 2022 foi forçada pelas FDI a ficar em frente de um veículo militar israelense enquanto a resistência palestina atirava em direção às forças invasoras, conforme relatado pela Defesa para Crianças Internacional:

“Soldados israelenses forçaram Ahed Mohammad Rida Mereb, 16, a ficar na frente de um veículo militar israelense em 13 de maio, por volta das 8h, no bairro de Al Hadaf, em Jenin, enquanto homens armados palestinos atiravam pesadamente em direção à posição das forças israelenses… As forças israelenses ordenaram que Ahed se levantasse fora do veículo militar por cerca de duas horas enquanto eles estavam sentados lá dentro”.

Segundo a B’Tselem (ONG israelense de direitos humanos, insuspeita de apoio aos palestinos), apesar de tal prática ser formalmente ilegal em Israel, não há punição aos soldados ou, quando há, é mínima:

“Os dois soldados em questão ordenaram a um menino de nove anos, sob a mira de uma arma, que abrisse uma sacola que suspeitavam conter uma armadilha. Apesar da gravidade da sua conduta – colocando uma criança em risco – os dois foram condenados a uma pena condicional de três meses e despromovidos de sargento a soldado, cerca de dois anos após o incidente ter ocorrido. Nenhum de seus comandantes foi julgado.”

Desde o dia 7 de outubro, data em que a resistência palestina, liderada pelo Hamas, colocou o sionismo de joelhos, levando Israel a tomar medidas desesperadas, o uso de palestinos como escudo humano só aumentou, a exemplo do vídeo abaixo:

O que deixa claro que, quem usa civis como escudo humano é Israel, e não o Hamas, algo que até mesmo organizações do imperialismo são forçadas a reconhecer.

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