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59 anos do golpe militar

“Que os militares golpistas sejam exonerados”

No aniversário do golpe, os militantes saíram em passeata em direção ao Comando Militar do Sudeste, cantando palavras de ordem e pedindo o fim da tutela militar sobre o regime

Nesta sexta-feira (31), o Partido da Causa Operária, junto com os Comitês de Luta, esteve nas ruas para protestar contra o aniversário de 59 anos do golpe militar de 1964. A manifestação ocorreu na cidade de São Paulo, e estiveram presentes nelas pessoas de diversas cidades do país.

O ato começou na Praça Oswaldo Cruz, onde os companheiros organizaram a concentração, montando a banca de materiais do PCO, e organizando todas as faixas e bandeiras que iriam sair durante a passeata.

Na banca de materiais, havia diversas camisetas, bótons, livros e publicações do Partido, como o Jornal Causa Operária, o Dossiê Causa Operária, as revistas dos Coletivos e os livrinhos da Biblioteca Socialista Mini. 

Passado um tempo, centenas de companheiros se concentraram ali na Praça e o ato saiu em passeata pela Avenida Paulista, em direção à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, o objetivo final era fazer o ato em frente ao Quartel-General do Exército, localizado no Ibirapuera.

A passeata causou uma impressão muito grande em todos que a assistiam passando pela rua. Entre as reivindicações levantadas pelos manifestantes, expressas tanto nas palavras de ordem “cantadas” ao ritmo da Bateria Zumbi dos Palmares, quanto nas gigantescas faixas levadas pelos companheiros neste trajeto de cerca de dois quilômetros, estavam “petróleo 100% estatal”, “fim da independência do Banco Central”, “fora Campos Neto”, “fim da polícia assassina” e a principal de todas: “abaixo a tutela militar do país”. 

As pessoas que estavam tanto na Avenida Paulista quanto na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio – duas das principais avenidas do país – gritavam e aplaudiam a manifestação, mostrando grande apoio à luta contra os militares. Algumas dessas pessoas até se juntavam à passeata.

Ao final, o carro de som entrou nas dependências do Quartel-General do Exército em São Paulo, onde está localizado o Comando do Sudeste. Diante de soldados armados, da Polícia, que havia seguido a passeata em todo seu trajeto, e dos manifestantes, subiram ao carro de som, os companheiros Antônio Carlos Silva, Henrique Simonard e Rui Costa Pimenta para fazerem suas falas e encerrarem o ato.

O companheiro Antônio Carlos fez uma dura denúncia das ações criminosas dos militares durante a ditadura que teve como marco o golpe de estado de 59 anos atrás, destacando as torturas, os desaparecimentos e os assassinatos. Denunciou, também, o entreguismo dos militares. 

O companheiro Henrique Simonard saudou os manifestantes de todo o país que lá estavam e lembrou que naquele momento o PCO e os Comitês de Luta saíam às ruas contra a ditadura militar, enquanto o restante da esquerda se acovardava.

Rui Costa Pimenta fez um discurso no qual destacou, principalmente, a questão de que aquele deveria ser o início de um amplo movimento de luta contra a direita. Rui destacou, também, o erro que o governo Lula comete ao defender que os militares não possam se politizar. Confira o discurso abaixo na íntegra:

"Que os militares golpistas sejam exonerados e colocados para fora das FFAA" | Rui Costa Pimenta

Após a fala dos companheiros da direção nacional do Partido, o ato se dispersou. Abaixo, algumas fotos e vídeos da manifestação:

Militantes do PCO e dos COMITÊS de Luta chegam ao quartel general do exército
Manifestação chegando ao Comando Militar do Sudeste
Rumo ao quartel general do exército,  militantes pedem fim da tutela militar

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