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Roraima

Os Yanomami têm que explorar o ouro de suas terras

A situação de pobreza e dependência de caridade deixa os índios Yanomamis expostos a qualquer doença e a fome. É preciso que os índios explorem as riquezas de suas terras.


Nesses dias uma notícia bastante chocante sobre os índios Yanomami está em todos os meios de comunicação. Os casos gravíssimos de desnutrição e de mortalidade infantil depois de anos de abandono total após o golpe em 2016, criou essa situação.

O Governo Federal criou uma comissão especial para atender os casos e até mesmo o presidente Lula foi até a Terra Indígena Yanomami para averiguar a situação e ficou estarrecido. O Ministério da Saúde emitiu uma nota dizendo que “Nos últimos anos, a população Yanomami passou por desassistência e dificuldade de acesso aos atendimentos de saúde. Casos de desnutrição e insegurança alimentar, principalmente entre as mais de 5 mil crianças da região, foram registrados“.

A situação é muito grave, mas há setores que estão se aproveitando da situação para mudar o verdadeiro motivo da situação: a pobreza extrema dos índios e a manutenção destes com apenas com recursos de caridade.

Um bom exemplo é de organizações não governamentais financiadas por instituições imperialistas que estão desviando que a situação dos Yanonami não é resultado do garimpo e sim da pobreza, falta de apoio do governo, falta de médicos e medicamentos, água de qualidade e de alimentos.

Os Yanomami possuem em suas terras gigantescas riquezas minerais e estão na miséria absoluta, morrendo de doenças de fácil tratamento. E essa situação precisa ser mudada e a esquerda não pode mais defender que o índio sobreviva apenas de doações ou como querem o imperialismo que não se desenvolvam materialmente.

Uma gigantesca e rica terra

Em primeiro lugar é preciso mostrar que não adianta apenas demarcar a terra indígena. A Terra Indígena Yanomami fica no estado de Roraima e Amazonas, criada em 1992, possuindo 9.419.108 hectares, isso mesmo, mais de nove milhões de hectares e onde vivem 26.780 índios de diversas etnias, sendo a maior de Yanomami. Possui dentro de suas terras enormes riquezas, desde terras agricultáveis, rios enormes e grandes riquezas minerais.

Mesmo com essa enormidade de terras e com grandes riquezas, os índios da TI Yanomami vivem em uma condição de pobreza extrema ou numa linha muito tênue para cair nessa situação. Vivem em grande parte de caridade e doações do governo do estado e federal, totalmente dependente e susceptível a política do estado.

Em seu território possui em suas terras grandes jazidas de ouro e cassiterita. A cassiterita vem sendo cada vez mais explorada, pois desta é extraído o estanho, metal usado para produzir ligas como as folhas de flandres, famosas e úteis por sua maleabilidade e pela capacidade de evitar corrosão e ferrugem.

Informações do CPRM (Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais), o território indígena Yanomami abriga a maior parte das reservas de ouro conhecidas de Roraima, mas não existem estudos que estimem o tamanho dos depósitos. Mas o garimpo revela que as reservas possuem um grande potencial.

A mineração de ouro movimenta dezenas de milhões de reais por ano no estado de Rondônia e os indígenas não têm nenhum benefício com a exploração.

Situação da saúde

As afirmações da comitiva que foi até a Terra Indígena Yanomami são que falta remédios e todo tipo de tratamento. Remédios de tratamento simples como vermífugos estão faltando e há casos graves de crianças expelindo vermes pela boca.

Não há remédios para tratamento de malária e muito menos profissionais capacitados para tratar os índios.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 52% das crianças yanomamis estavam desnutridas no fim de 2022, e esse índice que em comunidades de difícil acesso chegava a 80%.

Uma total dependência de doações e caridade

Apesar de toda a riqueza de suas terras, os índios da TI Yanomami passam essa situação de calamidade justamente porque não conseguem ter os meios materiais para em caso de necessidade se deslocarem, organizarem apoio e ir atrás de medicamentos e alimentos.

Como a maior parte dos indígenas no Brasil, ao contrário do que é apresentado pela esquerda pequeno burguesa, estão passando muita necessidade. E vivem de doações de cestas básicas do governo estadual, da Funai e de entidades privadas como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Essa situação deixam os índios totalmente vulneráveis a política da direita e com poucas condições de mudar essa situação, morrendo de doenças de fácil tratamento.

É preciso que os índios tenham condições de explorar suas terras

A esquerda financiada por organizações não governamentais financiadas pelo imperialismo, Fundação Ford, Open Society, NED e muitas outras querem que as terras indígenas sejam apenas para preservação ambiental e não tenha uma atividade econômica, ficando os índios nessa situação de pobreza extrema e total dependência do Estado e de caridade.

Defendem interesses que não são dos indígenas e do desenvolvimento regional, apenas de interesses estrangeiros para jogar a exploração mineral nas mãos de grandes mineradoras estrangeiras com uma aparência de exploração “sustentável”, por isso atacam fortemente os garimpeiros que são concorrência direta com os grandes monopólios da mineração.

Grande parte dos indígenas querem sair da pobreza e da dependência de doações. A imprensa também evita falar que muitos dos índios são os garimpeiros dentro das áreas indígenas e são mão-de-obra de donos de garimpo.

É preciso que os índios tenham o direito de explorar suas terras da maneira que quiserem e que o estado financie a atividade garimpeira para que os índios tenham as condições de realizar a exploração mineral da maneira mais adequada sem contaminação dos rios e dos trabalhadores do garimpo.

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