No dia 14 de novembro, o propagandista sionista André Lajst foi às redes sociais para criticar a coletiva de imprensa concedida pelo presidente Lula após a chegada de brasileiros e refugiados que estavam na Faixa de Gaza. A fala do presidente merece, de fato, ser criticada, uma vez que foi demasiadamente complacente com o Estado nazista de Israel. O objetivo de Lajst, no entanto, era outro: apresentar qualquer crítica a Israel como algo hediondo, de forma a justificar todas as barbaridades que o governo de Benjamin Netanyahu vem cometendo.
No vídeo em que responde o presidente. Lajst começa contestando a fala de Lula de que mulheres e crianças seriam “vítimas preferenciais” da guerra. “Israel não está mirando em crianças e mulheres de propósito”, afirma Lajst. O “propósito”, no entanto, é o que menos importa neste caso. Não há como saber o que passa na cabeça dos monstros do exército de Israel quando decidem atacar covardemente os civis palestinos, mas há um dado objetivo que, de maneira incontestável, mostra qual é o “propósito”: 70% dos palestinos mortos são mulheres, idosos e crianças. Seja porque os soldados israelenses saem de casa desejando levar a cabeça de uma criança como troféu, seja porque explode um hospital onde a maioria das pessoas que lá estão são mulheres e jovens, o fato objetivo é que, sim, essas são as “vítimas preferenciais”.
Com a hipocrisia típica de quem defende as atrocidades do imperialismo, Lajst afirma, sem convencer ninguém, que “é triste demais” ver “crianças mortas” e “palestinos mortos”. No entanto, para ele, tudo não seria outra coisa que não um efeito colateral de uma medida supostamente necessária. O que Lajst defende é a mesma coisa que o governo de Benjamin Netanyahu e o serviço de inteligência de Israel, o famigerado Mossad: a tese de que bombardear hospitais e assassinar civis estaria justificado se for para matar “terroristas”.
O segundo argumento de Lajst contra Lula é o de que seria absurdo comparar o “terrorismo” do Hamas com as ações levadas adiantes por Israel. De fato, é um disparate. A Operação Dilúvio, orquestrada por Hamas, Jiade Islâmica, Frente Democrática para a Libertação da Palestina e Frente Popular para a Libertação da Palestina, não foram um ato “terrorista”, mas sim uma operação militar muito bem sucedida em reação aos crimes cometidos todos os dias por Israel. O Hamas nem mesmo poderia ser responsabilizado por iniciar a “guerra”, uma vez que Israel já havia assassinado dezenas de crianças nos meses que antecederam a operação.
Os números falam por si só: até o momento, já morreram mais de 11 mil palestinos, contra 1,2 mil israelenses. Os israelenses foram mortos em uma única operação dos grupos guerrilheiros palestinos ou pela própria reação à tentativa de invasão de Gaza. Os palestinos, por outro lado, são vítimas diárias de crimes contra a humanidade ou da própria crise humanitária causada pelo cerco sionista, que já deixou 1,5 milhão de pessoas sem casa.
O único argumento de Lajst contra os números são “vídeos”, “relatos” e “áudios” indicando que o objetivo do Hamas seria matar civis. O que vem sendo demonstrado, no entanto, é que essas “provas” nada mais são que peças de propaganda falsas produzidas pelo Mossad com o objetivo de caluniar quem está dando a vida para defender o povo palestino, que são as suas organizações armadas.
Contra os fatos, Lajst se apega às mentiras do Mossad. Lajst é a prova de que o sionismo, que é a defesa de um Estado nazista e criminoso, só se sustenta através da mentira, da manipulação, da truculência e da repressão.