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Plebiscito no Equador

O “progresso” dos ambientalistas é, na verdade, um regresso

Milly Lacombe, jornalista da UOL, defende que o Equador fez grande progresso ao cair na campanha do imperialismo e jogar bilhões de dólares no lixo, não explorando seu petróleo

A jornalista Milly Lacombe, conhecida também pelo episódio constrangedor em que fez falsas acusações contra Rogério Ceni num programa de esporte e foi refutada ao vivo pelo craque, celebrou, em sua coluna no sítio da Uol, o fato de que o povo equatoriano, por influência de uma campanha virulenta do imperialismo, votou contra a exploração de seu próprio petróleo. O referendo foi realizado em conjunto com o primeiro turno das eleições presidenciais no país e aprovou a não extração de petróleo que está localizado abaixo de uma região onde há um trecho da floresta amazônica.

Lacombe diz, em sua coluna intitulada Equador revoluciona ao tratar a natureza como sujeito de direito, que o povo equatoriano teria tido uma “atitude inédita e revolucionária”. Primeiramente, trata-se de uma extrapolação indevida atribuir ao povo equatoriano tal decisão. Ela é fruto de uma campanha mentirosa e anti-nacional feita pelo imperialismo e que tem pressionado diversos países atrasados e, particularmente, os da América do Sul, onde há grandes jazidas de petróleo que poderiam levar a um importante desenvolvimento destes países. Qualquer processo eleitoral é passível de manipulação pela burguesia e não seria diferente com esse.

Além disso, não é demais mencionar que a votação a favor dessa decisão que irá custar 13,8 bilhões de dólares aos cofres equatorianos pelos próximos 20 anos, foi de cerca de 59%, uma votação muito semelhante à votação que tiveram os candidatos da direita durante as eleições, que totalizou 63%.

Sobre a questão do dinheiro jogado fora por tal medida, Milly não parece se incomodar, ela diz que “É o caso de pararmos para questionar quando exatamente a exploração de minérios e petróleo foi revertida para acabar com a fome e a miséria”, ela completa dizendo “O que sabemos é que ela, além de afundar o pé no acelerador da emergência climática, rende bilhões a uma classe muito pequena de empresários internacionais”.

Ora, Milly, se é assim, então deveríamos interromper todos os empreendimentos capitalistas de todos os países do mundo porque tudo que é feito pelo capitalismo tem como finalidade render dinheiro à burguesia. No entanto, é óbvio para todos que a quantidade de empregos gerada pela exploração do petróleo ou a importância que isso tem para o desenvolvimento do país em relação ao resto do mundo, é inegável. A Venezuela possui a maior jazia de petróleo do mundo e é só por isso que o país conseguiu se manter até hoje, apesar dos embargos econômicos e inúmeras tentativas de golpe por parte do imperialismo.

Milly ainda menciona o fato de que o Equador tem, em sua constituição um trecho para defender os direitos da natureza, e que o colocaria a frente de países como Estados Unidos, Inglaterra ou China. Isso leva a uma questão interessante: toda essa campanha ambientalista que procura manter países como o Equador no atraso não se aplica às reservas naturais dos Estados Unidos e de demais países imperialistas. O motivo seria o atraso mental dos líderes desses países? É evidente que não, ainda mais se considerarmos que a campanha em si tem origem nos países imperialistas. É porque a finalidade dessa campanha é justamente manter o petróleo do Equador, do Brasil e de outros países atrasados, embaixo da terra enquanto os países desenvolvidos exploram seus recursos à vontade.

Além disso, nunca é demais lembrar que a petroleira do Equador é estatal, ou seja, a exploração de seus recursos seria revertida em dinheiro para os próprios equatorianos. No caso da Guiana Francesa, que é uma colônia da França, o petróleo da Margem Equatorial está sendo explorado sem constrangimento nenhum porque essa extração é feita por empresas de países imperialistas, como a Exxon Mobil.

A conclusão de Milly Lacombe começa com a seguinte colocação “Curioso pensar que aquilo que entendemos por progresso é, na verdade, regresso”, e com isso nós temos que concordar. Mas aí nós reformularíamos a frase: aquilo que Milly Lacombe e os ambientalistas entendem por progresso é, de fato, um regresso. A medida feita no Equador também se procura aplicar no Brasil, por pressão do imperialismo, e isso é um evidente regresso e precisa ser combatido todos os dias. A defesa da extração do petróleo é uma luta pela soberania nacional e pelo desenvolvimento do país e deve ser defendida contra a campanha dos vampiros imperialistas e de seus funcionários como Milly Lacombe.

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