Trégua Israel-Hamas

Libertação de prisioneiros é adiada após violações de Israel

Israel não respeitou critérios estipulados para libertação de prisioneiros, não permitiu entrada de ajuda humanitária, além ter atacado diversos civis durante trégua

Como parte do acordo de trégua entre o governo de Israel e as forças da resistência palestinas, estava a questão da troca de prisioneiros. O Hamas aceitou libertar prisioneiros israelenses feitos na operação do dia 7 de outubro em troca da libertação de prisioneiros palestinos. No entanto, segundo relatos das lideranças do Hamas, Israel não está cumprindo com o combinado, o que levou o grupo palestino a atrasar a soltura da segunda leva de prisioneiros israelenses.

Segundo o membro do Politburo do Hamas, Osama Hamdan, Israel não respeitou os critérios estipulados para a libertação de prisioneiros (mulheres e pessoas menores de 19 anos de idade e começando pelos que estão presos há mais tempo), não permitiu a entrada de caminhões com ajuda humanitária em Gaza, além de ter atacado diversos civis palestinos durante o período da trégua. Essas violações têm ocorrido todos os dias da trégua, que começou na sexta-feira (24). 

Ele afirmou que, devido a isso, a Resistência Palestina decidiu suspender a soltura da segunda leva de prisioneiros israelenses e há comunicações no sentido de discutir e acabar com as violações do governo israelense. 

A segunda leva de prisioneiros palestinos liberados por Israel, no entanto, ocorrerá em Al-Bireh, na Cisjordânia, no mesmo horário em que ocorreu a libertação da sexta-feira. Eles também. O chefe da Comissão Palestina para Assuntos de Detidos e Ex-Detidos afirmou também que “Israel planejava entregar os prisioneiros hoje em Ariha, mas nós rejeitamos essa medida”, ele completou dizendo que “Israel não aderiu à soltura dos prisioneiros de acordo com o tempo em que eles estiveram na prisão”. Ele também afirmou que “há grande insatisfação entre a Resistência Palestina com relação à manipulação de Israel da lista dos prisioneiros a serem libertados”.

Os primeiros prisioneiros israelenses já cruzaram a Travessia de Rafah e chegaram ao Egito. Foram 24 prisioneiros soltos e todos estão em “condições relativamente boas”, segundo as próprias agências de notícias israelenses. 

Após seis semanas da ofensiva brutal de Israel sobre Gaza, acompanhada por um bloqueio completo, uma devassa total dos residentes e mais de 1300 massacres durante esse curto período, o Hamas conseguiu estabelecer um acordo de trégua com os israelenses. A medida de não soltar prisioneiros israelenses a não ser através de uma troca indireta de prisioneiros era parte do acordo. 

Outros termos da trégua eram uma interrupção completa do voo de aeronaves hostis sobre a região sul da Faixa de Gaza, e uma interrupção do voo de aeronaves hostis por seis horas diárias (das 10 da manhã às 4 da tarde) sobre o Norte de Gaza e Cidade de Gaza. Além disso, 200 caminhões de com auxílio humanitário e 4 caminhões com combustível e óleo de cozinha deverão entrar em Gaza diariamente, sem serem restritos a uma área específica. 

O acordo de trégua foi uma grande vitória dos combatentes do Hamas, aceito pelo governo israelense apenas devido à pressão que sofre militarmente, por não conseguir derrotar a resistência armada palestina, e também devido à pressão da opinião pública, que é toda contrária a Israel. A medida do Hamas de recusar a soltura dos prisioneiros israelenses devido ao não cumprimento do acordo é absolutamente correta. Nesse momento, a resistência palestina, vitoriosa, precisa fazer valer o acordo da trégua e se preparar para a possibilidade de retomar o enfrentamento, o que é sempre uma possibilidade. 

Por fim, é preciso aproveitar essa situação para reforçar as atividades em apoio à Palestina e ao Hamas, pois a mobilização política em todos os lugares do mundo, inclusive no Brasil, é que ajudará os combatentes palestinos a colocarem os fascistas israelenses na defensiva e estabelecerem uma vitória definitiva para seu povo. A trégua foi um primeiro passo importante, levando a conquistas diante dos israelenses, mas é preciso se manter nas ruas lutando até o exército de ocupação sionista ser expulso definitivamente da Palestina.

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