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AVIAÇÃO BRASILEIRA

Itapemirim Transportes Aéreos entra em falência

Viação Itapemirim tem a falência decretada e o Brasil perde mais uma empresa aérea nacional.

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A Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), braço de aviação aérea do Grupo Itapemirim, teve decretada a falência pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no último dia 11 de julho. A empresa, que é mais conhecida pelos transportes rodoviários, entrou com um pedido de recuperação judicial em 2016, devido a dívidas que ultrapassam os R$ 200 milhões para credores e cerca de R$ 2 bilhões em tributos, além de salários atrasados e dívidas com os fornecedores.

A viação aérea do Grupo Itapemirim foi lançada em 2020, quando o mesmo já estava com o pedido de recuperação judicial em aberto. Para o início das operações, foram contratados cerca de 600 profissionais entre pilotos, copilotos, técnicos de aeronaves e comissários de bordo. Entretanto, a iniciativa se deparou com a pandemia do Covid -19, um período de grande crise para as companhias aéreas, e logo precisou recorrer a leilões para conseguir pagar os funcionários.

O setor aéreo do Grupo Itapemirim parou de operar os aviões em dezembro de 2021, quando precisou cancelar todos os voos que seriam realizados para uma reestruturação interna. No mesmo período, o dono do Grupo Itapemirim, Sidnei Piva, abriu, no exterior, uma empresa bilionária no segmento financeiro.

O POTENCIAL DO SETOR AÉREO BRASILEIRO

A Viação Aérea Itapemirim se junta agora, a outras inúmeras companhias aéreas brasileiras que, apesar do seu enorme sucesso e potencial, acabaram falindo. As mais presentes até hoje na cabeça de muitos brasileiros, sem dúvida, são a Viação Aérea Rio-Grandense (VARIG), a Viação Aérea São Paulo (VASP) e a TransBrasil. Mas existem muitas outras, como a Avianca Brasil, a Webjet, a BRA, a Cruzeiro, a PANAIR do Brasil e a Real Aerovias.

As razões para o fim dessas companhias aéreas são inúmeras, dentre as quais, pode se destacar a abertura, durante os governos Collor e FHC, para operações de companhias aéreas internacionais no Brasil, que contavam com uma frota de aviões muito maior do que as brasileiras, constituindo assim uma concorrência desleal.

Também destaca-se a dificuldade em conseguir lucrar operando no Brasil, um ramo no qual a maioria das operações são pagas em dólar, em especial o custo com combustível e lubrificantes (26,5%), seguido por seguros, arrendamento e manutenção de aeronaves (19,9%) e pessoal (15%). Nesse sentido, o Preço de Paridade de Importação (PPI), instituído no Brasil pelo golpista Michel Temer e levado adiante por Bolsonaro, também prejudicou bastante as companhias aéreas.

É preciso investir cada vez mais em duas empresas estratégicas para a aviação brasileira, que são a Embraer S.A e a Petrobrás, as quais se destacam mundialmente, uma na fabricação de aviões e a outra no setor energético. Por isso, devem ter o seu controle entregue completamente para as mãos dos trabalhadores para que haja um investimento real na produção e não uma busca incessante por lucros no mercado financeiro.

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