O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, que governou o país entre 2006 e 2019, foi considerado persona non grata pelo Congresso do Peru ˜por sua constante incitação na política nacional˜. Segundo parlamentares, ele só tem o objetivo de “desequilibrar a ordem interna do país˜.
Uma publicação na conta oficial do Legislativo no Twitter: ˜Com 74 votos a favor, o plenário do Congresso aprovou a Moção 5225, que propõe declarar o senhor Evo Morales Ayma persona non grata˜. De acordo com o Congresso, 40 políticos votaram contra a proposta e quatro se abstiveram.
Com isso, o Congresso do país deixa claro o “repúdio contundente às constantes declarações públicas de intromissão e ingerência em assuntos que são da jurisdição interna do Peru”.
O governo peruano, no dia 9 de janeiro, já havia proibido a entrada do ex-mandatário e de outros cidadãos da Bolívia sob a alegação de que eles praticavam “atividades de índole política proselitista” que representariam um risco para a segurança do país.
Em comunicado, o Ministério do Interior do Peru destacou: “Nos últimos meses, foram identificados cidadãos estrangeiros de nacionalidade boliviana que entraram no país para realizar atividades de índole política proselitista, o que constitui uma clara afetação de nossa legislação migratória, da segurança nacional e da ordem interna do Peru”.


