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Francisco Weiss

Militante do PCO em São Paulo. Juntou-se ao partido em 2018, em meio à campanha da luta contra o golpe e pelo “Fora Bolsonaro”. É membro da coordenação do Grupo por uma Arte Revolucionária Independente (GARI), além de dirigente do PCO em São Paulo. Apresenta de segunda a sexta o programa Reunião de Pauta na COTV e outros programas do Canal e também da Rádio Causa Operária.

Coletivo de artistas

GARI SP discute “Arte e vida social”, de Plekhanov

Os companheiros do GARI de São Paulo se reuniram nesta semana para discutir o texto de um dos pais do marxismo russo

A discussão sobre a relação entre a arte e a política já tem séculos de existência e, para muitos, é um tema ainda misterioso. Muito se diz a esse respeito: para alguns, a arte que deve ser feita é aquela que trata de forma bastante clara sobre os problemas sociais, para outros, ela deve conservar a sua “pureza” artística e não influir nas questões de fora do seu domínio técnico, sendo um mero meio de usufruto estético.

Esse debate está em todos os campos das artes e, ao longo dos séculos, diversas posições têm se apresentado a esse respeito. Os Grupos por uma Arte Revolucionária e Independente (GARI) resolveram aprofundar esse importante debate em suas reuniões, através da leitura do livro Arte e vida social, de autoria do grande marxista russo, George Plekhanov. O texto aborda esse e outros debates fundamentais para se ter uma apreciação de como os diferentes artistas se relacionaram com a luta de classes ao longo dos séculos.

Plekhanov, além do próprio Trótski, foi um dos poucos marxistas que se aventuraram a discutir o tema de arte e cultura. Ainda que o texto tenha sido escrito cerca de um século atrás, suas posições permanecem atuais e o seu estudo será de grande proveito para os companheiros artistas que querem compreender como se localizar no seu campo atualmente.

Nesta segunda-feira, o GARI de São Paulo começou a leitura e discussão dessa importante obra. Com cerca de dez companheiros presentes, o debate procurou esclarecer dúvidas comuns sobre a questão da arte para os marxistas. Além disso, serviu para estreitar as relações entre esses artistas e a luta revolucionária.

O GARI é o coletivo de artistas do Partido da Causa Operária e possui membros de todo o país e também de fora dele. As reuniões ocorrem semanalmente em cidades como São Paulo, Marília, Rio de Janeiro, Sorocaba e Franca. Quem quiser se integrar ao GARI, pode entrar em contato com os militantes do PCO e perguntar sobre a disponibilidade de reuniões em sua cidade. Caso ainda não haja um grupo formado, a coisa mais fácil é articular um novo grupo e realizar as reuniões do GARI, sob orientação da sua direção nacional.

Junte-se você também ao GARI e participe do seu grupo de discussão semanal, que pega diversos textos e obras artísticas para analisar de um ponto de vista marxista, além de organizar diversas atividades para expandir a atuação política dos companheiros que produzem arte ou se interessam por ela.

* Coluna publicada originalmente em 11 de agosto de 2023. As discussões do texto de Plekhanov continuam toda segunda-feira, às 20 horas

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