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Guerra da Ucrânia

Fracassos da Ucrânia: imperialismo vai deixar Zelensky na mão?

As últimas semanas foram marcadas por uma série de fracassos para as forças ucranianas, havendo alta mortandade e desintegração do que foi o melhor exército europeu.

As últimas semanas foram marcadas por uma série de fracassos para as forças ucranianas, com alta mortandade e desintegração do que foi o melhor exército europeu. Num clima com denúncias de corrupção, ineficiência das iniciativas, a própria imprensa imperialistas começa a reconhecer a derrota.

Baixas ucranianas

Em 2018, após reestruturação, as forças armadas ucranianas já eram reconhecidas como uma das melhores na Europa. Sofreram alterações principalmente após 2014, como uma forma de intervenção imperialista no país. 

Contavam com um contingente aproximado de 300 mil homens, incluindo oficialato e administrativo e aqui temos o primeiro problema. O próprio imperialismo dos EUA reconhece um número de baixa de mais de 190 mil (70 mil mortos e 120 mil feridos), o que já acabariam com dois terços do contingente regular, com ênfase nos combatentes.

Segundo o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Andrii Kovalov, nesta sexta: “Sob fogo pesado de aeronaves e artilharia, os soldados ucranianos libertaram a região de Staromaiorske e, agora, consolidam as linhas alcançadas”.

Entretanto, a realidade é que Staromaiorske é uma faixa estreita insignificante perante todo o conflito. O próprio comandante ucraniano, Oleksandr Surskii, reconhece a situação “muito tensa” a exemplo da cidade de Bakhmut, conhecida como “moedor de carne”.

Desmoralização e corrupção das forças armadas

Desde a escalada dos conflitos chama atenção as denúncias de corrupção e desmoralização das forças armadas. Com o recrutamento forçado, face à luta sem perspectivas, há uma resistência da população ucraniana a ingressar nas defesas do regime oriundo do Euromaidan.

Essa resistência progrediu com as denúncias de cobrança de suborno para livrasse do recrutamento, com o rumo do conflito e a utilização dos recursos a este destinados. A classe operária ucraniana e sua população em gera tem tanto em comum com a russa não que vê sentido nesse conflito, mesmo com o país submetido a uma invasão.

Troca de ministro

Em uma crise sem precedentes, na intensificação de um conflito aberto, Zelensky troca seu ministro de defesa sem uma justificativa clara. Se ventila publicamente possível corrupção de Oleksii Reznikov, como motivação para a demissão, entretanto não há acusação contra o mesmo, aparentante mais ser uma divergência politica.

Para reforçar a posição do novo ministro nomeado Rustem Umerov, ainda é feita uma espécie de política identitária. Umerov é um tártaro da Crimeia e muçulmano, como a maioria dos tártaros, chama atenção seu desenvolvimento fora dessa comunidade étnica.

Umerov inicio 2013 um programa para treinar ucranianos na Universidade de Stanford, nos EUA. Em 2019 ingressou abertamente na vida política ucraniana, desde então serve como instrumento da intervenção dos EUA no país.

Deposição de armas e rendição

Um fenômeno que tem ocorrido na região é a deposição de armas de combatentes das forças ucranianas. Já foi objeto de discussão a limitação bélica de munições das forças ucranianas, e até mesmo do imperialismo. Entretanto, soldados ucranianos estão espontaneamente realizando a deposição de suas armas e munições às forças armadas russas.

“Na região Svatovo, por meio de um canal de comunicação aberto, três militares das Forças Armadas da Ucrânia se renderam e entregaram munições”, divulgou o veículo Sputnik Brasil. Apenas nesse evento teriam se rendido três soldados, entregando quatro caixas de munições.

https://t.me/SputnikBrasil/33695

Zelensky não fica bem na foto da ONU

Houve uma série de boatos indicando que Zelensky teria sido destratado na Assembleia da ONU. Sendo visível o desconforto do mesmo com vários representantes de Estado, entre estes o presidente Lula.

O tom do discurso Zelensky, denunciando uma omissão da ONU, também aponta nesse sentido. Para Zelensky, questionando o acento da Rússia na ONU com direito a veto: “É impossível interromper a guerra porque todas as ações são vetadas pelo agressor”.

Zelensky lembra que a Ucrânia renunciou a suas armas nucleares, tornando-se um capacho do imperialismo e cobra o mesmo destino a Rússia. Ele ainda reclamou porque a Rússia utilizar os recursos disponíveis como petróleo e energia na luta contra o imperialismo.

Onde há fumaça, há fogo

Embora, muito do apontado seja apenas especulações, há indicações inegáveis de um arrefecimento do apoio imperialista à guerra na Ucrânia. Esses indícios ocorrem em diversas esferas da máquina imperialista, sendo o mais importante nos EUA.

Desde o início do conflito, os EUA já repassaram a Ucrânia um total de US$ 114 bilhões, todavia o parlamento norte-americano discuti diminui em 5,5 vezes o orçamento para repasse.

Com a alteração, o montante disponível passaria para US$ 6,1 milhões, uma redução esmagadora, com reflexo direto no conflito.

Mesmo com a redução, o montante ainda corresponde a 3,8% PIB do Brasil, 1,609 trilhão USD (2021), ou a 30,5% PIB da Ucrânia, 200,1 bilhões USD (2021). Os valores demonstram a origem do “apoio” imperialista e das forças fascistas na região, mesmo com esse aporte econômico o enclave imperialista sucumbe.

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