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Imperialismo

EUA sempre de olho nos recursos da América Latina

Estados Unidos não desiste de considerar América Latina seu pátio traseiro, mesmo perdendo hegemonia na região diante do avanço de governos progressistas e soberanos

  • Rádio Havana Cuba

Estados Unidos não desiste de considerar América Latina seu pátio traseiro, mesmo perdendo hegemonia na região diante do avanço de governos progressistas e soberanos, que não se subordinam aos seus ditames e buscam o bem-estar de seus povos.

Sem dúvida, não consegue esconder sua essência colonialista e a tendência de se intrometer onde não é chamado. EUA deseja os recursos naturais do território latino-americano, onde abunda o petróleo, o cobre, o ouro e o lítio, considerado este o minério do futuro.

Recordemos as pressões sobre Venezuela, que conta com as maiores reservas de hidrocarboneto no mundo e enormes jazidas de ouro. A nação latino-americana está exposta a sanções econômicas, roubo de seus ativos internacionais e tem sido cenário de ações desestabilizadoras incentivadas pelos EUA para subverter a ordem constitucional e colocar um governo afim aos seus interesses.

Não foi a toa que protegeu até onde lhe foi útil Juan Guaidó, que em 2019 se proclamou presidente da Venezuela contra a vontade do povo que tinha reeleito, em 2018, Nicolás Maduro para um novo mandato.

Durante a presidência de Hugo Chávez, Washington se encarregou de instalar bases militares na vizinha Colômbia, em aberta provocação e ameaça contra Caracas. Cobiçava seu petróleo e ouro, entre outras riquezas da nação sul-americana.

Agora pôs os olhos no lítio, um metal de grande potencial eletroquímico utilizado na fabricação de baterias e tecnologia termossolar, eficiência energética e produção de reagentes.

Ocorre que Bolívia, junto com Chile e Argentina, compõe o chamado triângulo do lítio. A nação presidida por Luis Arce está negociando com países, como China e Rússia, a exploração desse elemento.

E nos Estados Unidos deram o alarme. Em postura de ingerência aberta, a chefe do Comando Sul, Laura Richardson, afirmou perante congressistas norte-americanos que tinham ignorado seu pátio traseiro, onde existe boa quantidade de riquezas.

Afirmou sem hesitar que estava preocupada com a atividade que estariam desenvolvendo “adversários” do país na América Latina. Tudo muito no estilo da Doutrina Monroe, que se resume na frase “América para os americanos”, a justificação norte-americana para se expandir pelo hemisfério e ficar com suas riquezas.

A resposta da Bolívia foi categórica. O ministro de Hidrocarbonetos Franklin Molina ressaltou que seu país tem o direito soberano de explorar o lítio com os parceiros que bem entenda.

Bolívia deixou claro que não admitirá nenhum tipo de intromissão e imposição dos EUA, um país que tem a fama de se apoderar dos recursos da região, em detrimento do desenvolvimento dos povos.

Estados Unidos não soltam a Doutrina Monroe, que alguns consideravam enterrada, mas se enganaram. Sempre esteve aí e Washington lança mão da mesma quando considera ameaçados seus interesses colonialistas.

* A matéria não expressa necessariamente a opinião desse jornal

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