No dia 21 de março o estado norte americano do Arkansas, aprovou uma lei que proíbe estudantes transgêneros de usarem banheiro de acordo com a auto identificação de gênero.
A Lei assinada pela governadora Sarah Huckabee Sande vale do jardim de infância ao ensino médio. A lei inclui alunos transgêneros tanto do sexo feminino quanto masculino, que não poderão usar banheiros e vestiários que correspondam a sua identidade de gênero. A lei ainda determina que as escolas tenham banheiros próprios para transgêneros. Também está prevista uma multa de mil dólares para funcionários e professores que transgredirem a lei, e os pais também podem abrir processo se as regras não forem cumpridas.
A aprovação dessa lei aconteceu uma semana depois que a governadora assinou uma outra lei que tornou mais fácil processar médicos que ofereçam tratamento para “mudança de gênero” a menores de idade no estado. E anteriormente havia sancionado lei que proíbe o ensino de identidade de gênero antes da quinta série.
Os estados do Alabama, Oklahoma e Tennesse já possuem legislações semelhantes, o Arkansas é o quarto estado a implementar tal legislação. Nos estados de Idaho e Iowa já existem projetos de leis em andamento.
A governadora Sarah Sanders pontuou que: “Toda criança tem direito à privacidade e a se sentir segura”, disse ainda que: “assinarei leis que se concentram em proteger e educar nossos filhos, não em doutriná-los, nossas escolas não são lugar para a agenda da esquerda radical”.
A deputada republicana Mary Bentley que patrocinou o projeto de lei no início deste ano disse: “Toda criança em nossas escolas tem direito à privacidade e a se sentir segura e confortável no banheiro que precisa ir”.
Neste ponto seria importante perguntar de qual esquerda radical a governadora estaria se referindo? Já que não existe um movimento verdadeiramente de esquerda nos Estados Unidos, menos ainda uma esquerda radical.
Ainda também é importante lembrar que essa ideologia de gênero é totalmente reforçada pelo identitarismo, nascido e criado no berço dos EUA, e agora estão tendo que brigar com suas próprias cobras.
Além disso, a briga será bem grande, já que as grandes indústrias farmacêuticas estão ganhando muito dinheiro com os tratamentos para “mudança de gênero”, entre eles o tratamento hormonal que inclusive aqui no Brasil, o Hospital das Clínicas de São Paulo aplica protocolo em crianças de quatro anos.
Essas ações são uma medida para impedir que pessoas que não são mulheres/meninas do ponto de vista da materialidade, usem o banheiro destinado às mulheres. A utilização de banheiros de homens biológicos que se auto designam mulher, causa insegurança nas mulheres, sobretudo no caso de banheiros de escolas utilizados por meninas e adolescentes.
As notícias pelo mundo mostram que é um equívoco, um erro mesmo essa campanha que está havendo no Brasil de negação da materialidade e reforço da ideologia de gênero. Enquanto isso ocorre aqui, os países que já haviam se aberto para tal ideologia, agora estão retrocedendo e com esse mesmo objetivo, como medida de segurança das mulheres.
Uma notícia de 2018 já levantava questionamentos no Reino Unido. Karen White, de 52 anos estava presa preventivamente por estupros e outros crimes sexuais que teria cometido contra mulheres quando ainda se apresentava como homem e se identificava como Stephen Wood.

Como, porém, se auto define como transgênero, se veste de mulher e usa maquiagem, ganhou o direito de ser transferida para uma ala feminina onde cumpriria o restante da pena, uma vez que, no Reino Unido, autoridades prisionais adotam diretrizes recomendando que, em geral, o local de reclusão deve corresponder ao gênero que os detentos expressam. Mas ela não havia feito cirurgia de mudança de sexo. E é acusada de ter aproveitado a proximidade com as presas com quem passou a dividir a cela para assediá-las sexualmente poucos dias depois de ter chegado.
Histórias como essa estão na imprensa e são apontadas pelos movimentos feministas radicais. Outra questão é que o banheiro feminino foi uma conquista das mulheres, o Senado passou a ter banheiro feminino em 2016!! Todos os poucos direitos que as mulheres conquistaram foram com muita luta, luta de muitos anos. Fomos nós as fêmeas do sexo feminino que lutamos por esses direitos! É um retrocesso que as mulheres precisem brigar por um banheiro, mas estão sendo levadas a isso pela invasão de seu espaço, da sua segurança e da sua intimidades. As mulheres têm direitos mínimos, e até isso estão tirando.
É de máxima importância que as mulheres se organizem em comitês de autodefesa e acirrem a luta por seus direitos. A burguesia já conseguiu em 2019 que pequenas empresas com 10 funcionários ou menos tenham banheiro comum, uma forma de diminuir gastos em cima da mulher, uma forma de intimidar e humilhar as mulheres.
Camaradas, só o socialismo poderá libertar as mulheres!