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Silêncio da esquerda

100 dias de governo do PSDB: 13 indígenas presos ilegalmente

Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul tem demonstrado na prática que o PSDB é o que há de pior na política nacional

Neste momento é preciso fazer um balanço dos cem dias do governador-pistoleiro do estado do Mato Grosso do Sul (MS), o tucano Eduardo Riedel, que foi apresentado por setores da esquerda como um governo do “diálogo”, da “democracia” e contra a extrema-direita.

Os primeiros cem dias do governo do PSDB revela a farsa de todas essas afirmações e mostrou-se o que já vínhamos denunciando: um governo de pistolagem e contra a luta pela terra no estado.

A primeira denúncia a ser feita é a manutenção na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, do carniceiro Antônio Carlos Videira. Um ex-delegado da polícia civil do município de Dourados e que comandou o Massacre do Guapoy, em Amambai, no ano passado, que resultou na tentativa de despejo ilegal da retomada Guarani-Caiouá, na morte de um indígena e em dez pessoas gravemente feridas devido ao uso de munição letal da PM.

Videira classificou essa ação criminosa como uma ação como “necessária” e “normal”. Também foi responsável por outra ação criminosa que ficou conhecido como Massacre do Caarapó, em 2018. Ele coordenou de um helicóptero a expulsão da retomada Guapo’y, onde cinco indígenas foram feridos, uma mulher foi atropelada por viatura da PM e um senhor de 69 anos foi preso.

Despejos ilegais se tornaram corriqueiros

Eduardo Riedel e seu secretário têm como método a utilização de despejos sem nenhuma autorização judicial. Somente nesses cem primeiros dias, foram quatro despejos e tentativas de despejos onde a polícia militar e a civil foram utilizadas pelo governo do estado.

No dia 3 de março, o batalhão de choque da Polícia Militar do estado de Mato Grosso do Sul despejou – sem mandado judicial – indígenas Guarani e Kaiowá que tinham retomado uma fazenda localizada no território do Tekoha Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante (MS). Dois homens e uma mulher Kaiowá foram presos e indígenas, em número ainda não confirmado, foram atingidos por disparos de balas de borracha.

Alguns dias depois, no dia seis, um conflito envolvendo indígenas e fazendeiros e policiais numa área próxima à MS-382 em Guia Lopes da Laguna, numa retomada onde indígenas conseguiram resistir às ações da polícia e de pistoleiros para permanecer no local.

No dia 16 de março os indígenas da retomada Kurupi, em Naviraí, foram surpreendidos por um trator e veículos que, advindos da fazenda Tejuy, dirigiram-se até o limite do acampamento Kurupi. A frota tinha o intuito de avançar com o desmatamento que fazendeiros promovem em uma área que, segundo os indígenas, é de preservação permanente, e de onde a comunidade extrai remédios e materiais.

Segundo os Kaiowá, um grupo de indígenas se deslocou até o local para averiguar a situação, momento em que foram novamente surpreendidos, desta vez pela presença de veículos da Polícia Militar (PM) que se encontravam junto aos civis, garantindo-lhes escolta e que começou a atacar o acampamento, mas não conseguiu retirar os índios do local. Posteriormente houve novas tentativas com a utilização de helicópteros da polícia e que também não conseguiram despejar os indígenas.

E, mais recentemente, foi o ataque de policiais militares da tropa de choque contra a retomada Nova Ivu Verá, em Dourados, após a retomada de indígenas Guarani-Caiouá para paralisar as obras da construtora Corpal numa área grilada pela empresa para a construção de condomínio de luxo.

Riedel já tem em seu currículo 13 índios presos de maneira ilegal e fraudulenta

Em março, a polícia militar, durante o despejo ilegal da retomada Laranjeira Nhanderu na Fazenda Inho, em Rio Brilhante, prendeu e agrediu três indígenas que estava no local. Agora em Dourados, na retomada Nova Ivu Verá, com as dez prisões após uma farsa montada pelo batalhão de choque da polícia militar. Com mentiras, sem provas, sem flagrante ou testemunhas, o governo do tucano Eduardo Riedel e de seu secretário de justiça, Antônio Carlos Videira, já realizaram, em apenas 100 dias, treze prisões ilegais.

A atuação ilegal contra os índios, as retomadas e prisões de que luta por seus direitos é uma política deliberada do governador Eduardo Riedel.

Eduardo Riedel é um governador dos latifundiários e organizador da pistolagem no Mato Grosso do Sul desde o período em que foi presidente da famigerada Famasul. Sua atuação dentro do governo não poderia ser diferente da que está sendo colocada em prática.

Não adianta pedir para o governador treinar os policiais em abordagens ou muito menos criar protocolos para lidar com os índios ou sem-terra porque não está disposto nem a aplicar os trâmites legais, como a autorização judicial, que na maioria das vezes se coloca ao lado dos latifundiários. E mesmo assim não está disposto a aplicar.

É preciso denunciar essa situação e lutar contra o governo de Eduardo Riedel e seu secretário carniceiro. Para isso está na ordem do dia a criação de comitês de autodefesa dos indígenas e trabalhadores sem terra e denunciar o governo do PSDB como uma ditadura dos latifundiários e grileiros de terra.

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