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Defesa contra imperialismo

Venezuela amplia luta contra os Tancol, apoiados pela Colômbia

As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) estão intensificando a defesa contra os paramilitares treinados na Colombia pelo imperialismo


Na última sexta-feira (11), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, relatou os avanços das ações das FANB em coletiva de imprensa. A atuação recente das forças de segurança venezuelanas concentraram-se especialmente no estado de Apure, no sudoeste do país, próximo à fronteira com a Colômbia. O principal alvo das operações são os chamados Tancol (terroristas armado do tráfico de drogas colombiano).

López declarou que, como parte do esforço para neutralizar esses comandos paramilitares, nove irregulares da Colômbia foram mortos desde o início deste ano e outros 56 terroristas foram presos. Tropas da FANB ocuparam 16 campos improvisados que serviram como bases para os Tancol nos quais veículos, dispositivos explosivos, três aeronaves, equipamentos de comunicação e maquinaria pesada foram apreendidos.

As operações, consideradas defensivas pelo governo venezuelano, são caracterizadas como uma ofensiva pela Colômbia. No início deste mês, o ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, declarou que a movimentação de tropas venezuelanas próximas à fronteira de seu país contavam com apoio técnico russo e iraniano e, por isso, deveriam ser caracterizadas como “interferência estrangeira”.

Apenas em janeiro, mais de 66 pessoas foram mortas e 1.200 ficaram desabrigadas por conta do conflito entre facções criminosas no Estado de Arauca na Colômbia. Molano buscou responsabilizar a Venezuela pela crise. “A luta entre facções pelo controle do tráfico de drogas e outras atividades ilícitas começaram no Estado de Apure, na Venezuela“, disse o ministro colombiano.

A Colômbia, há décadas, atua como um ponto de apoio do imperialismo na América Latina não apenas diplomaticamente, mas de forma prática. Desde 2019 a Venezuela sofre com blecautes constantes que não são apenas frutos da crise de abastecimento que o país atravessa, oriunda das criminosas sanções econômicas. Em mais de uma oportunidade, o presidente Nicolás Maduro e outras autoridades venezuelanas declaram que a infraestrutura energética do país havia sido alvo de ataques terroristas de grupos treinados na Colômbia.

Ademais, em 2020, mercenários norte-americanos e colombianos tomaram parte numa tentativa fracassada de sequestrar Maduro com o objetivo de levá-lo aos EUA. Enquanto isso, o imperialismo manteve uma política constante de questionamento do governo venezuelano através do reconhecimento do golpista Juan Guaidó como verdadeiro presidente do país.

As operações de defesa da Venezuela, dentro de seu próprio território, estão amplamente justificadas pela pressão externa que o país sofre do imperialismo, especialmente através de grupos criminosos e paramilitares colombianos, em sua maioria financiados pelo próprio Estado colombiano e pelo imperialismo. A caracterização do ministro da Defesa da Colômbia, que coloca o esforço como “interferência estrangeira”, remete ao que acontece no Leste Europeu entre Rússia e Ucrânia.

As autoridades ucranianas, a mando do imperialismo, cada vez mais aumentam sua pressão sobre as repúblicas do Donbass, de maioria étnica russa. Os russos, antecipando um conflito em suas fronteiras e sob ameaça de tropas imperialistas num país vizinho, realizam manobras defensivas dentro de seu território, o que é caracterizado como prenúncio de uma “invasão”.

Em ambos os casos, o imperialismo usa seus fantoches para transformar a vítima em agressor, e vice versa. A esquerda e o movimento operário devem ficar atentos a esse tipo de demagogia e defender a luta dos povos oprimidos contra o imperialismo.

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