Em entrevista recente, o Secretário de Tecnologia da Informação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Giuseppe Janino, saiu em defesa tanto das urnas eletrônicas, quanto do general Azevedo e Silva, que será o diretor-geral do tribunal. A direita segue com sua campanha para normalizar a existência das urnas eletrônicas e ofuscar o fato absurdo de que elas serão produzidas pela Positivo, empresa do partido de Sergio Moro, candidato à presidência amplamente apoiado pela burguesia.
As eleições de 2022 já estão marcadas por uma enorme polarização. De um lado, o candidato mais popular do Brasil, que deveria ter sido eleito em 2018 caso não houvesse sido preso ilegalmente pela lava jato, Lula. Do outro, o atual presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, o segundo mais popular do país. A burguesia quer impedir o primeiro de vencer a qualquer custo, já o segundo não é o seu candidato de preferência. Para emplacar o candidato impopular da 3a via, não é possível descartar a existência da fraude eleitoral.
O argumento das “fake news” é utilizado contra os diversos argumentos em defesa do voto impresso, que é utilizado em quase todo o planeta, desde a Venezuela até os EUA. A comprovação física do voto permite que a população tenha como fiscalizar a eleição e não apenas um pequeno grupo de pessoas que entendem de programação. Não só isso como dezenas de milhões de votos impressos não podem ser hackeados por poucos indivíduos, uma fraude em larga escala se torna muito mais complexa.
A campanha gigantesca da burguesia contra o voto impresso no ano de 2021 liga um sinal alerta de que é muito possível que uma fraude esteja sendo armada. Isso se soma ao fato de que o TSE é notório por fraudar eleições, vide o caso de 2018 em que o candidato mais popular do país foi impedido de participar ilegalmente. Não só isso como os 3 responsáveis pelo tribunal até as eleições serão Luis Roberto Barroso, que organizou a fraude em 2018, Edson Fachin, o ministro lava jatista, e Alexandre de Moraes, o homem do PSDB indicado por Michel Temer. Fica difícil escolher entre os três o mais golpista.
Para completar, o general Azevedo e Silva, também ligado a ala mais tucana dos militares será o diretor geral do TSE. Este general foi indicado em 2018 como “assessor” do presidente do STF Toffoli, na realidade atuando como um interventor militar que controlava politicamente o tribunal. Ele ocupou o cargo a partir de setembro, justamente o período eleitoral. O TSE está completamente controlado pelo setor da direita que deu o golpe de 2016 contra Dilma e o golpe de 2018 contra Lula.
Para fechar o quadro macabro em torno das eleições de 2022, ainda há a questão das urnas eletrônicas. A empresa que fabricará milhares de urnas e que já recebeu 2 bilhões de reais do TSE é ligada diretamente a Sergio Moro por meio de seu partido Podemos. As urnas eletrônicas serão “fiscalizadas” pelos militares, capachos dos EUA, que são o setor que internacionalmente tem o maior conhecimento de informática. Uma fraude se prepara contra as eleições e para garantir que ela tenha sucesso o judiciário golpista irá acusar todas as denúncias de “fake news”.





